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domingo, maio 02, 2021

COMO A BORBOLETA LOUCA AO REDOR DA CHAMA

 – Querem flores, mas sem espinhos


– O Meu Divino Coração é amor, amor, só amor para com os homens. A retribuição destes é de ingratidão, maldades e crimes. Sou amor e amor venho pedir. Sou amor que consome e na mesma intensidade quero ser consumido. Como a borboleta louca ao redor da chama, anda o Meu coração ao redor, a bater à porta dos corações. A borboleta ama tanto, tanto, chega a consumir-se, a dar a vida. Eu amo mais, muito mais, infinitamente mais. E, por não serem abertas as portas dos corações, por não Me darem lugar em suas moradas, sofro, sofro tanto! Se não fosse Deus, morreria de dor. Uns recusam-Me, porque estão pervertidos; as suas consciências calejadas rejeitam-Me por completo; outros não Me atendem ainda, porque querem continuar nas suas paixões desordenadas. O inferno, o inferno, está aberto para eles. Outros recusam-me, porque não Me conhecem. Ainda mais outros não Me dão entrada, porque não querem sofrer. Querem flores, mas sem espinhos. Querem alegrias sem serem intercaladas pelas tristezas. Eu sou Jesus e como Jesus venho pedir-vos, venho mendigar; escutai e atendei a este mendigo divino. Venho a tiritar de frio, quero aquecer-Me nos vossos corações. Dai-Me amor, fazei com que Eu seja amado. Minha filha, minha filha, Jesus está no teu coração, à sombra de arbustos floridos. Jesus está no teu coração, com o jardineiro cuidadoso, cuidando e deliciando-Se com as flores. Aqui estou bem, aqui estou bem. Eu não Me delicio na tua dor, delicio-Me no fruto do teu sofrimento. Eu não quero fazer-te sofrer, mas quero salvar os filhos Meus. Dá-Me, dá-Me a tua dor. Deixa que eu faça de todo o teu ser uma bolinha dorida, uma bolinha ferida, em cada momento do dia e da noite. Já que te deste a Mim, com toda a generosidade e com todo o heroísmo, deixas de sofrer enquanto estiveres na terra, quando o homem deixar de pecar.

– Está bem, meu Jesus, está bem. Tudo o que fazeis é bem feito e é por amor. Vós sois o Senhor, e eu uma criatura Vossa. Vós sois tudo, e eu sou nada. Mas, ó meu doce Amor, tudo Vos entrego e aceito e estreito ao meu pobre coração. Entrego-Vos todo o meu viver, aceito toda a dor que me dais. Aceito-a, abraço-a só por Vosso Amor. Vede, Jesus, que não tenho nenhuma força para sofrer. Conto convosco, é de Vós que espero toda a graça.

– Vem, vem então receber a gota do Meu Divino Sangue. O Coração Divino de Jesus, unido ao da Sua vítima, formou um só coração. A gotinha do sangue correu. Levou para ti a vida, a ida divina, a graça divina, o amor divino. És forte, nada temas; tens contigo a força divina. Onde está a vida divina, está a verdadeira vida. Onde está o poder supremo, está a vitória e o triunfo de todas as coisas. Fica na cruz, minha filha. O mundo louco, o mundo perverso, desafia, desafia a justiça de Meu pai. Fica na cruz, o mundo louco, o mundo desvairado, não é salvo sem a tua imolação, sem a tua reparação. Não quero queixar-Me mais, por hoje, para não ficares em maior dor. Coragem, coragem. Alegra o teu Jesus.

– Obrigada, obrigada, meu Amor. (Sentimentos da alma: 2 de Maio de 1952 – Sexta-feira

quinta-feira, setembro 29, 2011

ESTAI SEMPRE EM MEU CORAÇÃO

― Tem sempre nele, Minha filha, aceso o fogo do teu amor

― Meu Jesus, meu Jesus, lembrai-Vos do Vosso amor, da Vossa misericórdia, e, como do alto da cruz, dizei agora ao Vosso Eterno Pai: perdoai-lhes, que não sabem o que fazem. Perdão, meu Jesus, perdão; quero acudir às almas, quero acudir aos corpos, quero sofrer e amar por todos; sou a Vossa vítima, meu Jesus. Estai sempre em meu coração, para ser este ferido e não Vós.
― Tem sempre nele, Minha filha, aceso o fogo do teu amor, da tua caridade de todas as tuas virtudes; quero ser nele abrasado. Deixa, esposa querida, grande heroína, estarem sempre em ti bem gravadas as Minhas divinas chagas e espinhos, que Me ferem. Para viveres e resistires à dor, recebe a gota do Meu divino Sangue; sou Eu mesmo o enfermeiro a introduzir o tubo em teu coração.
Jesus colocou-o, e sobre ele colocou o Seu Coração divino, para a gotinha do sangue cair.
― Vai dar esta vida, vai acudir às almas.
― Não a sei viver, meu Jesus, nem a sei distribuir. Eu só queria esconder-me e não aparecer mais. Não sei se estou a fazer bem ou mal, nem de que forma Vos dou mais glória, sozinha ou recebendo a quem vem? Que medo eu tenho de viver e de me enganar e perder a união Convosco.
― Bem escondida estás, Minha filha, dentro em Meu divino Coração. Nada temas, porque estou contigo. Não te enganas nem perdes a união Comigo. Quero que faças o sacrifício, recebendo quantos vierem, tenho-te aqui por isso. Quantas pessoas receberes, são outras tantas almas que têm o Céu certo. Quantas delas compreendem a tua vida de união, a tua vida íntima Comigo, e, compreendendo-a, aprendem-na, e principiam a vivê-la. Coragem, coragem, mensageira de Jesus, mestra das ciências e maravilhas divinas. Coragem; vai para a cruz que te espera; bem pouco será o tempo que viverás nela. O Céu espera-te, o Céu espera-te, Minha amada filha.
― Obrigada, obrigada, meu Jesus. Vou para a cruz e vou contente; vinde comigo para ela, não para sofreres, mas para me dares a Vossa força divina. Vinde, vinde, meu Jesus: sem Vós nada posso. Obrigada, meu Jesus; sempre o meu eterno obrigada.
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(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 11 de Julho de 1947 - Sexta-feira)