sábado, janeiro 08, 2011
MALDITO ORGULHO !
sexta-feira, novembro 26, 2010
QUE MELHOR CAMINHO PARA RECOMEÇAR
Que melhor caminho para recomeçar, que caminhar com Jesus desde o berço, pela mão da Virgem Mãe?
Evangelho 1ºD Advento
Evangelho segundo S. Mateus 24,37-44.
REFLEXÃO
segunda-feira, outubro 11, 2010
ESCRITOS DA BEATA ALEXANDRINA
segunda-feira, setembro 20, 2010
FILHA DA DOR, MÃE DE AMOR
domingo, agosto 29, 2010
TESTEMUNO
Só conheci a Doentinha de Balasar, nos últimos três meses da sua vida, a 26 de Julho de 1955. Cheguei na tarde desse dia, acompanhado de pessoas amigas e dedicadas. Entrámos no quarto da doente a cumprimentá-la, por brevíssimos minutos apenas, pois outras visitas esperavam também.
Saio para a sala de visitas e digo para a família da doente e companheiros de viagem:
“Desejo muito estar ainda com a doentinha só, e por dois ou três minutos.”
Saem as últimas visitas, entro eu e pergunto-lhe:
— Minha filha, sofre muito?
E ela responde:
— Ai tanto, Sr. Doutor!
— E quer dizer-me qual a sua maior cruz?
— Estou no fim da minha vida, em agonias de morte, e não tenho o meu director, que tanto amparou a minha alma.
Eu perguntei-lhe:
— Ja leu a vida de Santa Margarida Maria?
— Não, não li.
— Então ouça o que lhe vou dizer: Quando ela teve as aparições do Sagrado Coração de Jesus e sofria terrível martírio, Jesus mandou-lhe como director o Padre La Colombière, hoje também nos altares. O santo director, depois de ter examinado bem tudo o que se passava, garantiu-lhe que era obra divina. Ela ficou tranquila e a superiora e irmãs aceitaram a decisão. Pouco depois, por ordem dos superiores, o santo director deixou Paray, deixou a França e foi para a Inglaterra, trabalhar na conversão dos protestantes. Margarida não chorou, não pediu que o conservassem, não mostrou desgosto, só uma ligeiríssima pena lhe passou pelo coração. Quando Jesus lhe apareceu a primeira vez, depois da partida, disse-lhe: ― Como? Não te basto Eu, que sou o teu princípio e o teu fim? ― E Margarida teve imensa pena daquela pequenina pena.
Despedi-me com estas palavras:
― Minha filha, paz e confiança. Adeus. Ore por mim que a lembrarei na Santa Missa.
Agradeceu, e partiu.
Quando depois me perguntavam que impressão tivera da Doentinha de Balasar, respondia:
— A de um anjo crucificado.
A 18 de Agosto voltei novamente a Balasar. Encontrei a doentinha ainda mais doente. Hopedei-me em sua casa durante 24 horas. Foram breves, mas muito apreciadas as conversas que o estado gravíssimo da doente permitiu. Despedi-me, dizendo-lhe que desejava voltar quando ela tivesse um pouco mais de forças.
Desígnios misteriosos da Providência: Volto a 11 de Outubro e tenho a surpresa e a graça de assitir à sua agonia, à sua morte e ao seu enterro.
Deilhe a última bênção, recebi o seu último suspiro e o seu último beijo deu-o ao meu Crucifixo.
quarta-feira, agosto 25, 2010
DESPEDIDA DO PADRE JOSÉ GRANJA
Ao longo destes 5 anos, que hoje se completam, foram cerca de 500.000 consultas vindas de mais de 110 países. Neste dia, Domingo, Dia do Senhor, também dia de Nossa Senhora Rainha, desde o santuário de Fátima, desejo dirigir-vos duas palavras muito breves.
MORTE DO PADRE ALBERTO AZEVEDO
Faleceu ontem (18 de Agosto) o Padre Alberto Azevedo, filho do Dr. Dias de Azevedo. O funeral é hoje (19 de Agosto) em Ribeirão.domingo, agosto 15, 2010
O SANGUE DO CORDEIRO
lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro ». (Ap. 7, 14)
terça-feira, março 23, 2010
UM MINUTO COM A BEATA ALEXANDRINA
sábado, março 06, 2010
6 DE MARÇO DE 1943 - PRIMERO SABADO
segunda-feira, março 01, 2010
MEDITAÇÃO PARA O TEMPO DE QUARESMA
O demónio não cessa a sua guerra contra mim; o meu espírito é com dúvidas consumido. Quando assim é, Jesus vem por uns momentos suavizar a minha alma com o Seu amor e a Sua paz; fico mais forte para a luta. Passou o quinto aniversário que Jesus deixou de manifestar em mim a Sua Santa Paixão e dei-xei de me alimentar. Só quero o que Jesus quer. Mas ó que pena e que sauda-des. Senti durante três dias como se todo o meu ser tivesse bocas para comer; tudo ansiava. O alimento que eu desejava, que era tudo, sentia que todo o mundo o comia; para mim só me bastava a dor e a saudade. Meu Jesus, sou a Vossa vítima. Os olhos do corpo não choravam, mas os da alma suspiram o lugar; foram lágrimas dolorosas, mas sempre conformes com a vontade do Senhor.domingo, fevereiro 21, 2010
ENRICO DAL COVOLO
ROMA, sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – A partir do domingo, dia 21, até o sábado, 27 de fevereiro, serão realizados, na presença do Papa Bento XVI, os exercícios espirituais para a Cúria Romana.sábado, fevereiro 20, 2010
A MINHA IGNORÂNCIA NÃO ME PERMITE...
Continuo no meu Calvário, na minha vida sem mérito. Nada há em mim que tenha o mínimo merecimento. Eu quero, sim, eu quero sofrer, mas não tenho coragem para levar a cruz. Todas as coisas me deixem tímida e apavorada. A vontade está acima de tudo. Quero amar, louca e apaixonadamente, a Jesus e não O ofender; quero abraçar-me à cruz, para não mais a deixar, por Seu amor e para bem das almas. Tudo me parece perdido, mas não me importo, abandonei-me a Jesus e à Mãezinha. Vou para onde me levarem os Seus Divinos Corações. Estou segura; vivo confiada de que sou bem conduzida e de que não Vos hei-de ofender, apesar de me parecer que não faço outra coisa senão pecar. Digo que confio e sinto que nem tão pouco sei que seja a confiança. Parece-me que nunca amei Jesus, nem compreendo o que seja o Amor. A minha ignorância não me permite exprimir os sentimentos tão dolorosos e profundos da minha alma. Penoso martírio, pavoroso Calvário ! Gasto todos os momentos da minha vida, pensando no mal, nas variadíssimas formas de como hei-de pecar, calcando sempre a meus pés os direitos e a Lei santa do Senhor. E sempre a vomitá-Lo para fora do meu coração! Perdi a Jesus e sinto tê-Lo perdido para sempre.quinta-feira, fevereiro 18, 2010
QUERO VIVER SÓ DE AMOR
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
MEDITAÇÕES PARA O TEMPO DE QUARESMA
A cruz aumenta, os mimos de Jesus são cada vez mais. Digo mimos, porque os desgostos, os sofrimentos, os espinhos recebo-os como carícias e miminhos do meu Jesus. Custa muito, muito e eu sei que não posso resistir a mais dor; mas o amor que eu anseio ter a Jesus e as ânsias de O consolar cegam-me de tal forma que eu não posso deixar de repetir: mais, mais, meu Jesus, mais, seja tudo por Vosso amor e para a salvação das almas. Não posso falar; hoje tenho que abafar a voz da minha alma, que apesar da minha ignorância sem igual, não pode calar-se. Neste dia, tem que ocultar e fazer o sacrifício de guardar para si e sofrer em silêncio. Não posso esforçar-me nem mover os lábios. Von-tade do meu Senhor, em ti está a minha ventura e felicidade!terça-feira, dezembro 01, 2009
A ESPIRITUALIDADE DA ALEXANDRINA
Trata-se de um longo trabalho onde ela mostra os seus conhecimentos, não só sobre a vida da Beata, mas também sobre a teologia ascética e mística.
Não nos foi possível traduzi-lo — ao menos por enquanto — em português, mas para aqueles que conhecem a língua de Molière, convidamos que visitem o Blogue francês sobre a nossa querida Beata, onde foi começada a publicação desse interessante trabalho.
http://alexandrina-de-balasar.blogspot.com/
Não é a primeira vez que a Paulette escreve sobre a Alexandrina de Balasar, visto que há pouco tempo a Associação Alex-Diffusion publicou uma curta biografia da Beata Alexandrina escrita pelo mesmo autor.
Quando nos for possível, iremos traduzir para português esse interessante trabalho, esperando que ele possa servir a um melhor conhecimento da vida espiritual da “Santinha de Balasar”.
Afonso Rocha
terça-feira, agosto 11, 2009
TESTEMUNHOS VIVOS
O primeiro é o dum sacerdote. Ordenado em Julho de 1955, foi visitar a Alexandrina em Setembro (ela morreria em Outubro). Sem que ele ainda soubesse que estava nomeado para pároco, a Beata, que o não conhecia e sem ninguém lhe dizer sequer que ele era padre (ele não trazia vestes de sacerdote), anunciou-lhe que ele ia ser brevemente pároco e iria enfrentar situações difíceis que teria de tratar em tribunal, mas que não receasse. Passados mais de 50 anos, este pároco confirma que tudo decorreu como lhe fora predito e que sentiu sempre Deus estava com ele.Outro caso é o duma mãe cuja jovem filha se afastara da prática religiosa, como acontece com tão grande parte da juventude. Depois de a trazer a Balasar, a jovem retomou a prática religiosa com toda a determinação. Vejam-se algumas palavras dela:
“Hoje despedi-me de Balasar e todas as dúvidas sobre a fé, que me atormentavam, desapareceram; aprendi a ser paciente e tive a graça de sentir a luz do Espírito Santo a entrar dentro de mim (…)”.
O último testemunho a que nos referimos é duma grávida a quem os médicos diziam que a menina que trazia no ventre iria ser deficiente e por isso a aconselhavam a abortar. Esta mulher resistiu à sugestão assassina e pediu a intercessão da Beata Alexandrina. Apesar da gestação ter sido difícil, a menina nasceu inteiramente sã.
Que poderá esta criança, quando for adulta, dizer aos tais médicos que propunham que a mãe lhe provocasse a morte?
José Ferreira
quarta-feira, junho 10, 2009
ESTATISTICAS DE MAIO 2009
Queremos agradecer à vossa fidelidade quanto ao sítio francês da Beata Alexandrina.
Efectivamente sois cada vez mais numerosos et mais diversificados, o seja de um maior número de países. Vejam:
O Sítio recebeu a visita de Internautas de 72 países diferentes, o que é, para o sítio em referência, um excelente resultado.
No “Top 10” que instauramos, encontramos a França em primeiro lugar, com 43,08% de visitantes. Logo a seguir, encontramos Portugal com 17,61% seguido do Brasil com 12,90% de admiradores da Beata Alexandrina.
Que a França esteja em primeiro lugar, compreende-se, visto que uma grande parte do Sítio é composta por artigos e outros escritos em Francês. Este facto acentua-se ainda mais se dissermos que no 5º lugar encontramos o Canada (3,20%), logo seguido no 6º lugar pela Bélgica (2,67%), países onde se fala a língua de Molière. Encontramos, pela mesma razão, pensamos nós, mais adiante, no 8º lugar a Suíça (1,53%) e no 9º a Costa do Marfim (1,24%). Quanto à Inglaterra, não sabemos bem porque razão, ocupa o último lugar com apenas 0,65 % de visitantes.
Para que seja completa esta enumeração, devemos dizer que à Itália, com 2,07% de visitantes, ocupa o 7º lugar.
Uma vez mais agradecemos o vosso interesse, não pelos nossos esforços em vos oferecer o máximo de novos textos, mas pelo interesse que manifestais à Beata Alexandrina, à qual pedimos que vos ajuda a todos e que interceda por vós jun to do Senhor que ela tanto amou e ama.
O Webmaster.
quinta-feira, maio 07, 2009
NOVO VIDEO
Tomando como base os escritos da Beata e numa canção que ele intitulou “Dai-me fogo, dai-me amor”, ela conta o sente por ela.
quarta-feira, maio 06, 2009
LIVROS EM FRANCÊS
Eis uma boa notícia para os leitores de língua francesa:
A Associação Alex-Diffusion cujo fim é aquele de fazer conhecer “a vida e as obras da Beata Alexandrina”, recebeu da parte de um dos seus aderentes uma oferta suficiente para mandar imprimir duas biografias da Beata.Diga-se a verdade: desde há muitos anos que já não se encontrava à venda um só livro em língua francesa falando da Alexandrina. Ficará assim essa falta remediada.
Os livros que vão ser impressos em Portugal, pela Gráfica de Amares, são os seguintes:
UNE VICTIME DE L’EUCHARISTIE (208 páginas)
Esta biografia, como é sabido, foi escrita pelo Padre Mariano Pinho, SJ, primeiro Director espiritual da Beata.
O segundo, menos volumoso, foi escrito por uma das colaboradoras dos Sítios Web ligados à Alex-Diffusion, a senhora Paulette Leblanc e tem por título:
ALEXANDRINA DE BALASAR (100 páginas)
Nós pensamos que estes livros estarão prontos para o próximo mês de setembro e serão propostos a preços interessantes que nós comunicaremos mais tarde, quando todos os orçamentos estivem feitos definitivamente.Esperamos que os leitores franceses (ou de língua francesa) sejam numerosos a encomendá-los, porque não pudemos ir mais longe do que 1 000 exemplares de cada, atendendo ás finanças de que dispõe a Associação.
Aqueles que o desejarem, podem desde já reservar os exemplares que desejarem, tendo em conta estas duas informações:
a) Não será possível enviá-los antes do fim de setembro;
b) O preço do mais volumoso não ultrapassará 15€
Para reservar, bastará enviar um Mail ao endereço que segue:
Não esquecer de nos indicar o endereço.
Façamos tudo o que está ao nosso alcance para que a Beata Alexandrina seja cada vez mais conhecida no mundo inteiro.
sábado, maio 02, 2009
BOA NOTICIA
A notícia sobre o que se passou ontem em Balasar ocupa o espaço principal da primeira página do Diário do Minho de hoje, sob o título de “Número crescente de devotos exige novo templo em Balasar”.Vejam-se algumas das informações que lá se contêm:
“Recentemente, foi inaugurada uma via-sacra no terreno contíguo ao centro pastoral com a particularidade de cada estação possuir uma cruz em que está incrustada uma pedra da calçada do palácio do sumo-sacerdote Anás, contemporâneo de Jesus”.
“Foi também criado um espaço de convívio para doentes e idosos de Balasar e que, diariamente, é frequentado por cerca de 30 pessoas. A animação do grupo é da responsabilidade de Rita Marins, uma técnica de animação social”.
“Entretanto, está em curso a constituição da Fundação Alexandrina de Balasar, uma entidade que vai gerir tudo o que esteja relacionado com a causa da devoção à beata”.
Muito merecedora de atenção foi ainda a notícia de que as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, que vão estar em Braga a partir de Maio próximo, no Mosteiro da Visitação, e vão depois para a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, da Póvoa de Varzim, passarão, no dia 14 de Junho, alguns momentos em Balasar.
sexta-feira, abril 17, 2009
V ANIVERSARIO DA BEATIFICAÇÃO
Cinco anos já!...
No próximo dia 25 de Abril, será celebrado em Balasar, sua terra natal, o 5º aniversário de beatificação de Alexandrina Maria da Costa que ali nasceu a 30 de Março de 1904 et ali igualmente entregou a Deus a sua bela e pura alma, no dia 13 de Outubro de 1955, dia aniversário da última aparição da Virgem Maria em Fátima.
Será um dia não só consagrado a este feliz aniversário mas também dia consagrado à Eucaristia, a “folia” da Beata Alexandrina.
Balasar, por causa da Beata Alexandrina, tornou-se um centro eucarístico notável onde a adoração ao Santíssimo Sacramente é perpétua.
É bom lembrar igualmente que a Beata Alexandrina é considerada pela Congregação para o Clero, como uma “mãe espiritual”, mãe que deu origem a outras “mães espirituais” que em Balasar, tomam sobre elas o que é necessário para a santificação de certos sacerdotes, pelos quais elas oram e oferecem quotidianamente.
Balasar merece na verdade o título de “Terra Eucarística”.
Esperamos que sejais numerosos em Balasar, para celebrar mais um aniversário da beatificação da nossa querida Alexandrina.
segunda-feira, março 30, 2009
ALEXANDRINA E A PAIXÃO II
O fenómeno da Paixão de Jesus na Alexandrina verificou-se durante 17 anos: de 1938 a 1955, ano da sua morte.Neste longo período de tempo é necessário distinguir duas fases, durante as quais o fenómeno se manifestou com características diferentes. Classificaremos respectivamente de “participação física” e “participação interior” estas duas formas ou maneiras de o fenómeno se manifestar, para facilidade de denominação; frisamos, no entanto, que a Paixão é substancialmente única, pois abrange ao mesmo tempo sofrimentos do corpo e da alma, físicos, morais e espirituais, inseparáveis.
1.ª Participação física
No primeiro período, desde 3 de Outubro de 1938 a 27 de Março de 1942, o fenómeno dava-se em dias e horas fixas: das 12 às 15 horas de cada sexta-feira. A Alexandrina revivia, umas atrás das outras, as várias fases da Paixão, desde a agonia no Horto até à morte, em estado de êxtase. Os seus sentimentos e as suas reacções às dores exteriorizavam-se através de atitudes, gestos, expressões do rosto e do corpo todo, facilmente interpretáveis por quem podia assistir ao fenómeno. [1]
O seu primeiro director espiritual, P.e Mariano Pinho, S. J., deixou escrito a esse respeito:
«Nós presenciámos ao vivo o desenrolar-se do drama da Paixão, embora não fossem visíveis os estigmas, porque a Alexandrina pedira ao Senhor que nada aparecesse exteriormente. A Paixão foi violentíssima e as pessoas presentes choravam e soluçavam perante aquele espectáculo visibilíssimo de sofrimento» (Cfr. Cristo Gesù in Alexandrina, pág. 730).
Mons. Mendes do Carmo, professor de mística no Seminário da Guarda, afirmou: «É um anjo crucificado!».
A professora primária de Balasar, D. Maria da Conceição (Sãozinha), e outros testemunharam: «Sentíamo-nos transportados em espírito aos vários sítios da Paixão de Jesus. Ninguém conseguia acompanhar aquelas cenas sem se comover».
A irmã da Alexandrina, Deolinda, numa carta dirigida ao P. Pinho, refere-se assim ao fenómeno da Paixão de 7-4-1939:
“Ai, meu Padre, o que foi o dia de Sexta-feira Santa! É bem sexta-feira de Paixão! Antes de principiar, oh, como se via nela cara de aflição! Ela temia passar este dia! E dizia-me: Ai, se eu vejo este dia passado!...
“Eu confortava-a quanto podia e acariciava-a, apesar de estar eu também cheia de medo e muito aflita.
“Durante a Paixão, eu não podia passar sem chorar e vi correr lágrimas pelas faces de quase todos os assistentes. Que espectáculo tão comovedor!
“A agonia do Horto foi muito demorada e aflitiva... Ouviam-se gemidos muito profundos e por vezes via-se soluçar.
“Mas a flagelação e coroação de espinhos, isso é que foi! Os açoites foram tomados de joelhos, com as mãos (como que) atadas. Eu cheguei-lhe uma almofada para debaixo dos joelhos, e ela retirou-se dela, não quis. Tem os joelhos em mísero estado. Os açoites não tinham conta! Levaram tanto tempo! Ela desfalecia tanto! Os golpes na cabeça (com a cana na coroa de espinhos) foram também inumeráveis.
“Vomitou por duas vezes durante a Paixão: era água, porque mais nada tinha que vomitar.
“O suor era tanto, que os cabelos estavam empastados e, ao passar-lhe a mão por cima de toda a roupa, ficava molhada.
“Quando acabou a coroação de espinhos, ela parecia um perfeito cadáver.
“O Sr. Cónego Borlido veio assistir com mais duas pessoas. Também veio o Dr. Almiro de Vasconcelos (de Penafiel) com a esposa e a irmã, D. Judite».
A propósito do peso da cruz que oprimia os ombros da Alexandrina durante a fase da subida ao Calvário, referimos o seguinte episódio. No decorrer da Paixão do dia 29-8-1941, o médico assistente da Alexandrina, Dr. Manuel Dias de Azevedo, convidou um dos sacerdotes presentes a levantar do chão a vidente que jazia prostrada sob o peso da cruz (mística). Prontificou-se o mais robusto; pegou-lhe sob os braços, mas os seus esforços foram baldados. E confessou: «Apesar de toda a minha força, não consigo!».
Nessa altura, a Alexandrina pesava cerca de 40 quilos!
Na fase a seguir, quando o Cireneu carregou com a cruz, o Dr. Azevedo convidou o mesmo sacerdote a erguer a Alexandrina, o que ele fez sem o menor esforço. A explicação é evidente: antes, os pesos eram dois; da segunda vez, tratava-se apenas do peso da vidente.
Noutra ocasião, durante o fenómeno em estado de êxtase, o P. Pinho impusera-lhe que dissesse quanto pesava a cruz. A Alexandrina respondeu, em atitude muito grave: «A minha cruz tem um peso mundial».
[1] Só eram admitidas poucas pessoas, devidamente autorizadas: médicos, sacerdotes, além dos familiares mais íntimos.
domingo, março 29, 2009
ÁS GENTES DE LINGUA PORTUGUESA

As estatísticas deste começo de ano indicam, no Site Alexandrina de Balasar (o mais antigo e de maior afluência), os números seguintes (até ao fim do mês de Fevereiro 2009):
França: 43, 59%
Portugal: 14,88%
Brasil: 10, 24%
Para isso, vai incluir um maior número de páginas na língua de Camões e de Vieira, de maneira a suscitar o interesse de todos aqueles que falam e lêem português exclusivamente.
Precisamos de si, da sua ajuda e da sua colaboração.
Numerosos são os sites brasileiros, que falam já da Beata Alexandrina, tais como a Toca de Assis, a Comunidade Servir... Mas seria necessário que muitas outras comunidades e sites o fizessem igualmente e, nós pensamos aqui nos sites brasileiros da Revista Catolicismo, com a qual entretemos excelentes relações, os sites Pai de Amor, Edicões Paulinas, Recados do Aarão, Cade meu Santo, Universo católico, Canção nova e muitos mais.
Somos apenas dois a ocuparmo-nos do nosso Site, por isso, nem sempre está em dia como o deveria, sobretudo depois da popularidade — Deus seja louvado – que adquiriu junto dos milhares de pessoas que quotidianamente o visitam.
Como ajudar-nos?
Nós não pedimos dinheiro, porque damos gratuitamente aquilo que gratuitamente recebemos, mas pedimos que nos deixem publicar certos textos dos vossos sites ou blogues; que nos enviem textos para serem publicados; notícias sobre a Igreja local, onde quer que estejais e, nós pensamos aqui particularmente à Igreja Católica na Índia, da qual temos poucas notícias, infelizmente.
Uma coisa é certa, o Webmaster do site só se sentirá feliz quando os primeiros lugares da “classificação” forem ocupados por países de língua portuguesa.
Abril vai chegar e com ele o começo deste desafio que é simples:
De Abril a Junho deste ano, a classificação terá que modificar-se.
O Webmaster vai a Balasar em Julho e conta convosco para depositar sobre a campa da Beata Alexandrina a lista dos Sites que aderirem de alma e coração a este simpático desafio.
Em Agosto, tereis a resposta.
Portanto, não esperai por amanhã, começai já hoje, enviem os documentos para:
Beata Alexandrina, rogai por nós.
Afonso Rocha, Webmaster.
ANIVERSÁIRIO
A Beata Alexandrina Maria da Costa nasceu a 30 de Março de 1904 em Gresufes, paróquia de Balasar.Claro que não podemos esquecer esta data e desejamos à “Flor Eucarística” um feliz 105º aniversário no Céu, junto do Esposo que ela tanto amou e da Mãezinha que ela amava ternamente.
terça-feira, março 24, 2009
ALEXANDRINA E A PAIXÃO - 1
A inserção n’Ele como sarmentos na videira (Jo.15,4), bem como a necessidade de permanecer no Seu amor, significam que se deve observar a Sua palavra, tal como para Ele permanecer na palavra do Pai quer dizer realizar essa mesma palavra, isto e, a vontade divina que Lhe impõe oferecer a Sua própria vida pelo rebanho (Jo. 10, 17).
Segundo o ensinamento de Cristo, portanto, verdadeiro discípulo é aquele que revive em si o mistério da morte de Jesus, ou antes aquele que recebe Cristo em si mesmo para reviver a Sua Paixão.
Foi assim que o apóstolo Paulo compreendeu e viveu o mistério de Cristo. O Evangelho está todo aqui. «Nós pregamos a Cristo crucificado». (1 Cor. 1, 23).
A vida de S. Paulo é toda ela uma reprodução viva da existência terrena de Cristo.
«Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo» (Gal. 6, 14). «Trazemos sempre no nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste no nosso corpo» (2 Cor. 4, 10).
E o mesmo apóstolo sente-se cravado na cruz: «Estou crucificado com Cristo! Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim» (Gal. 2, 19).
Na sua ânsia de perfeição, S. Paulo só deseja conhecer a força da Paixão do Senhor, como também da Sua Ressurreição, e permanecer configurado com a Sua Morte (Fil. 3, 8-11).
«Pelo Baptismo sepultámo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rom. 6, 4), isto : «Tornamo-nos com Ele num mesmo ser por uma morte semelhante à Sua» (Rom. 6, 5).
Na vida cristã, portanto, quando ela atingir todo o vigor da sua floração, haverá forçosamente que se manifestar também esta assimilação com a Paixão de Cristo, com a mesma evidência com que se manifesta a vida da graça, ou seja a presença de Cristo na alma.
Por isso, se essa plenitude é portadora de experiência em razão de uma certa conaturalidade também Cristo crucificado será a grande realidade da experiência cristã.
O próprio Jesus falou da presença do Seu Espírito, quando os discípulos forem chamados a dar-Lhe testemunho pela paixão e pela morte (Mt. 10, 20).
A palavra de Jesus é confirmada por toda tradição cristã.
S. Inácio de Antioquia escreve: «Pela cruz, na Sua Paixão, Cristo vos convida a todos vós, Seus membros. A cabeça não pode viver separada dos membros» (Trall. 11, 2).
A hagiografia cristã é rica de testemunhas da presença de Cristo na vida dos fiéis, sobretudo como triunfador do sofrimento e da morte.
Na longa lista dos místicos cristãos não são poucos os que reviveram de forma eminentemente realística o drama da Paixão de Cristo no seu espírito. E é graças à sua experiência da presença de Deus e da Sua acção nas almas místicas, que a teologia conhece as relações íntimas entre as Pessoas Divinas da Trindade e a Sua acção nas almas. [1]











