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terça-feira, junho 08, 2021

O DIVINO ESPÍRITO SANTO HABITA EM TI

Vem, minha pomba


Diz tudo, escreve tudo, o Divino Espírito Santo não desceu, habita sempre no cenáculo do teu corpo. Tudo o que disseres é Ele, e são as tuas inspirações. Quando os teus lábios se moverem para falares, sou eu que os movo e falo em ti. Vem, minha pomba, não me canso de te chamar minha pomba, meu lírio, minha açucena, e é-lo de verdade. Vem novamente receber o sangue do meu Divino Coração. Por amor o dás, por amor o recebes. Não to dou até te fortalecer, porque és vítima. Dou-to para sofreres, dou-to para teres que dar, dou-to para operar milagre e conservar-te a vida. (Alexandrina Maria da Costa: 08-06-1945)

sexta-feira, junho 04, 2021

A TUA VIDA É CHEIA DE PRODÍGIOS

Creio, Jesus, sou a tua vítima


— Vem, minha filha, trabalha, trabalha. Repara a justiça de meu Pai. Sofre, sofre. Acode ao mundo que não quer escutar a minha voz. Tu és o lírio e açucena perfumada. Com tal perfume atrais as almas a Mim. A tua vida é toda a minha vida. Oh, como Eu quero que ela se leia e compreenda! É cheia de prodígios divinos. Ela tem ensinamentos do presépio ao calvário. Antes de Eu vir à terra e depois de Eu vir à terra. A minha vida em ti não é para ti. A luz que em ti brilha não é para te luminar a ti, mas a toda a humanidade.

Recebe a gota do meu Divino Sangue. Só vives desta vida. É só Jesus que te faz viver. Fica na cruz, fica na cruz. Sofre, sofre o teu indizível sofrimento.

Fiquei logo na minha costumada agonia a fazer os meus pedidos ao Senhor sem sentir que Ele tinha vindo até mim e a parecer-me que nunca O veria.

— Creio, Jesus, sou a tua vítima. (Alexandrina Maria da Costa: S. 4 de Junho de 1954)

sábado, maio 22, 2021

VENHO A TI COM O MEU AMOR

Hoje fez-me sentir a Sua divina presença


— Minha filha, venho a ti com o meu amor que é a vida do teu corpo, que é a vida da tua alma. Sou teu, estou aqui, confia, sou o teu Jesus.

Hoje fez-me sentir a Sua divina presença em mim, fez dilatar fortemente o meu coração e cobriu-o das Suas ternuras e carícias. Depois disto despertei como dum sono e disse-Lhe:

— Muito obrigada. (Alexandrina Maria da Costa: S. 22 de Maio de 1945)

sexta-feira, novembro 18, 2011

QUE GRANDE PROVA DE AMOR !

 Meu Jesus, só Vós sabeis o meu receio de pecar...

― Minha filha, minha amada filha, se soubesses quanto Me consolo em ti e a grande reparação que Me dás! Continua a consolar-Me, continua a reparar o Meu divino Coração. A tua vida de martírio é a escora que sustenta o braço do Meu Eterno Pai. Os crimes, as grandes iniquidades da humanidade feriram o Céu, abriram-lhe fendas como finas lanças. A tua dor, o teu sofrer são molas seguríssimas para não deixar sair tão depressa a grande justiça divina. É a tua dor, que faz esperar o Meu Eterno Pai. Convida o mundo, convida-o tu, chama-o, chama-o depressa para Mim. Dá-Me a dor, dá-Me mais dor, dá-Me a reparação pelos combates do demónio, para poupares as almas ao inferno. Por esta reparação espero-os alguns anos, na vida do pecado, sem os precipitar no inferno. Dá-Me a reparação por este meio, se a muitos infelizes queres salvar.
― Meu Jesus, o horror que me causam tais sofrimentos, só Vós o sabeis; o meu receio é só de pecar. Que vida cheia de temor; temo ofender-Vos, temo e horrorizo-me em ditar tudo o que me dizeis. Que há-de ser de mim, meu Jesus? Sem ter querer, gostava de nada dizer e desconhecer todas as maldades infernais.
― Tem coragem, filha querida: aceita tudo. Tu não Me ofendes, Eu por ti velo, em ti estou. Escreve, dita tudo que é pouco tempo mais. Tu não conheces, não sentes, não sabes; confia no que te digo: a tua vida escrita nos teus cadernos saio linhas escritas com o oiro mais fino, guarnecidas com as pedras mais preciosas. Não é para ti esta riqueza, mas sim para as almas. Vai agora para o teu coração o Meu divino Sangue. É um momento que leva esta separação. Vai já correr em tuas veias o Sangue, que te faz viver, o Sangue que te faz dar vidas.
Jesus, junto ao tubo, já trazia ligado o Seu Coração divino; introduziu-o no meu, passou a gotinha de sangue, foi num abrir e fechar de olhos. No mesmo momento, que fez a abertura, a cicatrizou.
― Que grande prova de amor, Minha filha, como Eu velo por ti, como Eu te amo! Como Eu amo as almas! Vai, diz-lhes que Eu as quero. Vai para a cruz, que é o teu leito de dor; vai para a cruz, que é a cruz do amor. Sofre, sofre na alegria; ama, ama na dor. Coragem, coragem; vai em paz.
― Obrigada, obrigada, meu Jesus. Tomai o meu coração, modelai-o, para que ele ame e sofra como Vos agrada.

(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 31 de Outubro de 1947 - Sexta-feira)