Sofro e morro de dor
terça-feira, junho 22, 2021
O AMOR VENCEU
segunda-feira, junho 21, 2021
SINTO QUE ESTOU MORTA
Preocupa-me tanto a salvação do mundo!
— Ó meu
Deus, como hei-de estar aqui assim? Preocupa-me tanto a salvação do mundo!
Não posso sentir
Jesus tão ferido. Não tenho corpo nem coração para Ele se consolar em mim. Foi
o mundo das maldades que me destruiu. Quero amar o meu Jesus e não tenho
coração para O amar, desapareceu de mim, não sei a quem pertence. Confio,
confio que será a Jesus. Queria sangue para dar por Seu divino amor, gota a
gota, e não o tenho; sinto que as veias do meu corpo desapareceram. Não tenho
nada, nada posso fazer por Jesus e pelas almas. Só o demónio não cessa. Que
grande tormento! Vieram uns poucos para a minha frente em forma de cães. Que
cenas tão feias e maliciosas! Eram cenas e palavras só do inferno. Pedi logo a
Jesus para não O ofender; ofereci-me como vítima, enquanto o maldito me deixava
falar. Ao terminar da luta, fiquei insatisfeita, parecia-me que queria ter
pecado, e gravemente. Mas não era assim, o que eu queria era não ter desgostado
Jesus, não O ter ferido. Eu não sabia como se podiam ter dado tais cenas.
Sentia em meu coração uma dor profunda. Eu não podia tomar a minha posição.
Sofria tudo, o mal-estar do corpo e as aflições da alma. Jesus velou por mim,
defendeu-me. Ouvi-O dizer:
— Ordeno-te,
minha filha, que tomes a tua posição. É o Esposo que manda, e a esposa obedece.
É o Rei que quer, e a rainha sujeita-se, aceita. Filhinha, coragem! É a
reparação mais fina e delicada que te peço. É a flor mais pura. (Alexandrina Maria da Costa: S. 21-06-1945)
quarta-feira, junho 09, 2021
PERDOAI-LHES, MEU JESUS
Eles não sabem o que fazem
terça-feira, junho 08, 2021
VEM PARA OS MEUS SACRÁRIOS
Caíram tantas almas no inferno!
Eu ofereci a Nosso Senhor todo
o meu corpo para Ele crucificar pelo seu divino amor para a salvação das almas;
e dava-lho de tão boa vontade como Ele se deixou crucificar por meu amor. (Alexandrina
Maria da Costa: Carta ao Padre Mariano Pinho: 06-06-1935)
segunda-feira, junho 07, 2021
É COMO ARAGEM QUE CORRE
Sinto um mundo de amor
Só em Jesus, só
de Jesus poderei receber algum alívio. E esse bem depressa passa, é como aragem
que corre, deixando só no próprio momento o seu frescume suavizador. Na minha
comunhão de ontem e de hoje senti-me mais unida com o meu Jesus. Ele passava do
Seu Divino Coração para o meu cadeias puras, cadeias finas, cadeias de amor.
Desde então tenho no meu coração novo coração, e neste coração está alguém a
atirar estas cadeias, a formar laçadas ao mundo das almas. Faz-me lembrar o
marinheiro dentro da sua barquinha a atirar as redes ao mar para apanhar a
pesca. Eu sinto dentro de mim o marinheiro das almas a fazer o mesmo
canseirosamente. Sinto um mundo de amor sobre o meu coração. Este amor, este
mundo, é o mundo do Coração de Jesus. É um mundo e é para o mundo. Que ânsias
tão grandes a querer possuí-lo! Que ternuras, doçuras e amor! Outro coração de
lágrimas se colocou dentro do meu. Estas lágrimas são choradas sobre a
humanidade inteira, cobrem-na. São lágrimas de agonia por este coração cheio de
riquezas desprezado. Está este coração de chaga profunda tão aberta para
receber a todos. Faz lembrar a avezinha de asas abertas para cobrir seus
filhinhos. Sinto as veias do meu corpo todas unidas, todas abertas a darem ao
mesmo tempo as últimas gotas de sangue. Como elas são espremidas! As gotas escasseiam,
elas já não têm mais que dar. E no meio disto sempre as ânsias de possuir
universos de sangue para todo derramar pelas almas. Tanto queria amar a Jesus e
sofrer todas as dores para O consolar. (Alexandrina
Maria da Costa: Sentimentos da alma de 7 de Junho de 1945).
domingo, junho 06, 2021
COMO A AVEZINHA
Que tristeza amar e não ser amado
― Ó
meu Jesus, defendei-as sempre, amai-as sempre apaixonadamente, triunfai e
vencei com elas. Levai-me então depressa para o Céu para eu fazer descer sobre
elas as vossa graças e as vossas bênçãos. Sim, sim, meu Jesus; confio que sim,
meu Amor. (Alexandrina Maria da Costa: S. 6 de Junho de 1942).
sábado, junho 05, 2021
DIZ AO TEU PAIZINHO, DIZ AO TEU MÉDICO
Serão para eles as primeiras bênçãos
Toma
conforto, ó minha filhinha, esposa do meu Jesus, salvação de todos os filhos
meus. Oh! como és amada de toda a corte celeste!
Estas
últimas palavras foram da Mãezinha. (Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da
alma; 5 de Junho de 1943).
FAÇAMOS PRAZER A JESUS
Oração e devoção ensinada por Jesus
Estes
momentos serão para Mim de grande alegria e consolação.
Que crimes
se cometem contra Mim na Eucaristia! (Sentimentos da alma: 2 de Outubro de
1948).
sexta-feira, junho 04, 2021
SOL BRILHANTE, SOL ESPLENDOROSO
Será aquele que se vai reflectir no mundo
EM VÓS CONFIO
Minha é a miséria e inutilidade
Ó meu Deus, ó meu Deus, em Vós confio. Creio,
Jesus, creio. Valei-me com a Mãezinha. (Alexandrina Maria da Costa: S. 4 de
Junho de 1954)
QUE SAUDADES DO CÉU!
Não posso viver aqui, meu Jesus!
― Ó Jesus, eu confio
plenamente em Vós. Vós ides atender aos meus pedidos, ides, Senhor? E depois
ides logo levar-me para o Céu, sim, meu Jesus? Que desejos e saudades eu tenho
dele! Não posso viver aqui, meu Jesus! Este exílio é aterrador! (Alexandrina
Maria da Costa: S. 4 de Junho de 1942)
terça-feira, junho 01, 2021
SÓ VOS FOSTES A MINHA FORÇA
A grandeza é Vossa, a miséria é minha
Neste mês, mais
do que em qualquer outro do ano, as almas e os corações dos fiéis sentem uma
maior atracção por esta Fonte de amor que é o Coração do nosso Deus, na pessoa
de Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor.
É também neste
mês de Junho que mais nos tornamos para a devoção mais do que milenária a este
Coração que tanto ama os homens e que deles recebe tantos ultrajes e tantas
blasfémias, justamente para reparar esses pecados de lesa-majestade, dos quais Jesus se queixou à sua serva, Santa
Margarida Maria de Alacoque e, mais perto de nós à Beata Maria do Divino
Coração e mais particularmente ainda à nossa tão querida Alexandrina Maria da
Costa.
E foi justamente
a esta que Jesus disse um dia, como para nos tranquilizar:
— Coragem a todos,
o que é de Deus não morre; é certo o triunfo. Vou dar-te o sangue do meu divino
Coração, a minha vida divina da qual só vives e dás às almas. (S. 06-01-1945)
Alexandrina
estava sempre muito atenta à mais pequena munição do Senhor e tudo fazia para o
consolar, para em tudo fazer a sua divina vontade. Um dia – em Janeiro de 1953
– Jesus agradeceu-lhe este zelo, o que a surpreendeu e a levou a exclamar
humildemente:
– Ó Jesus, não tendes que agradecer a esta
miserável filhinha. Sofri muito. Não fui eu, Jesus, fostes Vós no meu corpo. Só
Vós fostes a minha força. Dei-Vos muito, meu Amor? Não Vos dei nada do que era meu:
dei-Vos o que era Vosso. Sou eu, Jesus, sou eu a agradecer. O meu eterno
“obrigada”, Jesus. (S. 02-01-1953)
Mas Jesus já
antes, a 30 de Março de 1945, dia do aniversário da Alexandrina, lhe tinha
agradecido e até mesmo apresentado as suas congratulações pelo dito
aniversário. A resposta da Alexandrina, também foi cheia de humildade e de
filial submissão à divina Vontade:
– Falai, falai, meu Jesus,
são para Vós as felicitações, as saudações e os louvores. O que faço eu sem
Vós, meu Jesus? O que sou eu sem Vós? Podeis dizer, podeis falar, a grandeza é
Vossa, a miséria é minha. (S. 30-03-1945)
segunda-feira, maio 31, 2021
JESUS RECEBE A BOFETADA
Em nada se assemelha a dor do rosto à dor do coração
Fiquei mais confortada, pude melhor resistir à agonia do horto, ao cálice da amargura. Na solidão temi a noite, temi tudo. Tive de subir uma grande encosta. Subi tão cansada e senti em meu corpo tantos pontapés. Recebi depois a enorme bofetada. Em nada se assemelha a dor do rosto à dor do coração. Ficou tão ferido Jesus que, se não fosse um milagre, perdia a vida. Que amor o d’Ele ao recebê-la!
O MUNDO NÃO ESCUTA A VOZ DE JESUS
Estou cansada, quero unir o mundo a este fogo
MOMENTOS HÁ EM QUE NÃO POSSO RESISTIR
Terra, triste exílio que não posso suportar
segunda-feira, maio 24, 2021
COISAS ESTRANHAS
Nada podia ouvir de alegria
Ó MEU JESUS NÃO ME ABANDONEIS
Sinto-me abandonada de todos
O
demónio quebrou todas as cadeias que o prendiam, caiu sobre mim. Luto sozinha,
combato a sua raiva. Ó minha querida Mãezinha, tiram-me o meu Paizinho nestes
tristes dias em que eu mais precisava dele.
Sinto-me
abandonada de todos a não ser quando mo dais milagrosamente para conforto da
minha alma; o que tão raras vezes acontece. Perdoai a todos os que me ferem,
perdoai tanta cegueira; eles de mim estão perdoados. No lugar do meu coração já
não cabem mais espadas; tenho sofrido por todos os lados, tenho recebido
sofrimentos de quem menos esperava. Ó meu Jesus, para todos o vosso perdão, o
vosso amor e a vossa compaixão. Purificai, santificai, abrasai no vosso divino
amor e levai para junto de vós sem demora a vossa filhinha agonizante. (Alexandrina Maria da Costa: S. 24-05-1942).
UM MAR DE AMOR
Um mar que nunca terá fim




















