Sofro e morro de dor
terça-feira, junho 22, 2021
O AMOR VENCEU
terça-feira, junho 08, 2021
JESUS NÃO PODE MAIS
Bendita seja a minha cruz!
sábado, junho 05, 2021
A ALMA FIEL NÃO TEME A CRUZ
Ó Jesus conto com toda a graça, força e amor do Céu
— A alma fiel não teme a cruz; toma-a, abraça-a, acaricia-a, leva-a só por amor! Os espinhos com que Jesus adorna na terra as suas crucificadas transformar-se-ão no Céu em pétalas das rosas mais belas e viçosas. Mais ainda: transformar-se-ão em pérolas, em pedras preciosas. Como é encantador para Jesus uma virgem que a Ele toda se dá e por Ele tudo sofre!
— Meu Jesus, eu dou-me a vós, eu sofro por vós, despedaçai de dor o meu coração; eu quero amar-vos, eu quero dar-vos as almas. Cobri de espinhos todo o meu pobre corpo, mas o que sou eu sem vós? Miséria, meu Jesus, só miséria.
— Tu és grande, tu és forte, minha amada. Serás grande para o mundo e grande aos olhos de Deus. Estás rica, estás rica, meu amor com os maiores dons e as maiores riquezas do Céu. Que belo é Deus, que belo é Jesus e belas faz as suas almas. Vais, minha louquinha, vais, minha heroína, dar a maior prova, a última prova de amor a Jesus e ás almas. Não temas, não temas, Jesus e Maria estão contigo, o divino Espírito Santo iluminar-te-á sempre. Tu és o cofre riquíssimo que Jesus tem na terra; tens muito que distribuir às almas.
— Ó Jesus conto com toda a graça, força e amor do Céu. (Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma; 5 de Junho de 1943)
sexta-feira, junho 04, 2021
A TUA VIDA É CHEIA DE PRODÍGIOS
Creio, Jesus, sou a tua vítima
Recebe a gota do meu Divino Sangue. Só vives desta
vida. É só Jesus que te faz viver. Fica na cruz, fica na cruz. Sofre, sofre o
teu indizível sofrimento.
Fiquei logo na minha costumada agonia a fazer os
meus pedidos ao Senhor sem sentir que Ele tinha vindo até mim e a parecer-me
que nunca O veria.
— Creio, Jesus, sou a tua vítima. (Alexandrina
Maria da Costa: S. 4 de Junho de 1954)
segunda-feira, maio 31, 2021
O MUNDO NÃO ESCUTA A VOZ DE JESUS
Estou cansada, quero unir o mundo a este fogo
terça-feira, maio 25, 2021
UM PESO ESMAGADOR
Caminhei sobrecarregada
Nem a visita de
Jesus Sacramentado me aliviou. Caminhei sobrecarregada com o seu peso
esmagador. E como caminhei eu? Como se fosse um vermezinho da terra escondido
sob ela. O meu corpo não era corpo, era uma massa disforme, toda em sangue;
olhos, cabeça, todo o ser. No decorrer das horas, pude juntar aos sofrimentos
do calvário grandes sofrimentos que martirizaram a minha alma; não convém
dizê-los. Jesus e a Mãezinha tudo sabem. Que calvário tão penoso! E o abandono
aterrador! O meu coração bradava ao céu, os meus olhos fitavam Jesus, e os meus
lábios segredavam-Lhe:
— Bendita
seja a minha cruz, seja tudo pelo Vosso divino amor e pelas almas. Estou
pronta, sempre pronta para ser a Vossa vítima.
Veio Jesus
confortar-me, veio ao encontro do meu martírio, veio com toda a fortaleza do
Seu divino amor. O coração palpitava fortemente, o peito parecia levantar-se,
era pequeno para conter um coração que dentro dele continha a grandeza e amor
sem igual. Jesus demorou-se a falar-me, mas só o Seu amor bastava-me. Senti
mais vida, mas Ele não ficou sempre silencioso. Não digo aqui tudo o que Jesus
me disse; oculto-o, devo ocultar. Ficará para quem tem o direito de eu nada lhe
ocultar. Ao que Jesus me disse respondi:
— Faço isso,
meu Jesus, mas é enormíssimo o meu sacrifício; bem vedes que é. Aceitai-o já,
faço-o por Vosso amor. Por este tão grande sofrimento, fazei-me o que Vos peço.
(Alexandrina Maria da Costa: 25 de Maio de 1945).
VI UMA ENORME CRUZ
À beira dela, a Mãezinha das Dores
— Ó meu
Deus, quem poderá resistir a tanta dor?
De repente, vi à
minha frente, junto de mim, uma enorme cruz levantada. E ao pé dela, sentada, a
Mãezinha das Dores. Que bela, que bela Ela era! Fitei-A sem nada Lhe dizer, não
podia falar. O seu santíssimo Coração, cheio de setas, fez-me esquecer a minha
dor. Não falei eu, mas falou Ela.
— Minha
filha, tem coragem; esta cruz é tua. Eu estou sempre junta a ti, para te
auxiliar, como junto estive à cruz do meu Jesus.
Dito isto,
desapareceu rapidamente a linda visão. Tão grande madeiro não me atemorizou com
a vista da Mãezinha. Serenou a tempestade do meu sofrimento, e adormeci por um
pouco. Ao despertar, logo me aterrou o pensamento de ser sexta-feira. O coração
abafado e oprimido pela dor cobriu-se de luto.
— Aceito, ó
meu Deus, a minha cruz. (Alexandrina Maria da Costa: 25 de Maio de 1945).
terça-feira, maio 04, 2021
LIVRAI-ME DE VOS OFENDER
Fazei em mim e de mim quanto Vos aprouver
Veio Jesus com a
sua vida encheu-me dela e falou-me assim:
– Nova vida,
novo triunfo de Jesus na tua alma. Eu triunfo e reino no teu coração, como
outrora triunfei e reinei no Calvário. Triunfei e reinei sobre a morte. Triunfo
e reino nos teus sofrimentos, na tua cruz. Coragem, coragem, minha filha. Jesus
escolheu a tua vida, os anjos escreveram-na. Toda a tua missão está escrita no
livro divino. Eu quero, Eu quero trabalhar sempre na tua alma. Eu quero operar
nela um conjunto de todas as maravilhas divinas. A nobreza da tua missão condiz
com os prodígios maravilhosos que Jesus em ti operou. Eu quero reinar e
triunfar em ti. Sabes para quê, esposa minha, vítima predilecta do Meu Divino
Coração? Para que, por ti, reinem e triunfem milhões e milhões de almas.
Triunfem do pecado, reinem sobre Satanás. As almas, as almas, se te
conhecessem, tal qual és, tal qual Eu te enriqueci! Devoravam-te de amor, como
se fossem feras.
– Ó Jesus, ó
Jesus, não sabem elas quem Vós sois? Não conhecem elas tudo quanto sofrestes
por elas? Ai, pobrezinhas, nem por isso Vos devoram com amor puro e louco. Eu
não queria, não, meu Jesus, que elas me amassem e se enlouquecessem por mim,
mas queria, sim, oh! Se queria, meu Jesus, que Vos amassem com a maior pureza e
loucura de amor; que cessassem de Vos ofender. E, por isso, é com esse fim que
eu sofro, que aceito a cruz que me dais. Mas não quero, Jesus, não quero deixar
de Vos confessar que tenho estes desejos, mas sou a maior de todas as
pecadoras. Só tenho a vontade de Vos não ofender, Jesus, e nada mais.
Perdoai-me, Jesus, perdoai-me.
– Minha
filha, minha louquinha de amor, a tua humildade alegra o Céu, os anjos e os
santos estão jubilosos. A humildade é própria das almas grandes aos olhos do
Meu Eterno Pai. Tu és a Sua vítima mais querida e amada. Tens as tuas faltas;
também elas são necessárias e proveitosas à tua alma. Com elas humilhas-te
diante do Senhor. Com elas escondes toda a grandeza de Deus. Não duvides, não
duvides, não duvides das Minhas Divinas palavras. Não duvides que foste criada
para desempenhar a missão mais alta e sublime. Não duvides, tem sempre presente
que foi Jesus a escolher-te para tudo isto. O teu coração, vítima eucarística,
é um abismo de amor, no qual Eu habito, no qual Eu me delicio e com o qual se
incendeiam os corações e as almas. Dá-Me, dá-Me a reparação. Não te importes,
minha filha, da forma como ela te é pedida. Eu vejo, na minha sabedoria
infinita, que só desta forma o Meu Eterno Pai pode ser reparado. Só, só com
esta reparação, evitas de caírem no inferno tantas almas, tantas, tantas, minha
filha, loucas pelos prazeres, esquecidas dos seus deveres para comigo. Tu não
caíste no inferno, não, mas evitaste, naqueles momentos, que lá caíssem certas
almas que, pelo seu pecado, haviam de ser condenadas eternamente.
– Senhor,
Senhor, fazei em mim e de mim quanto Vos aprouver. Livrai-me de Vos ofender.
– Vem, minha
filha, recebe a gota do Meu Divino Sangue. É a gota infinita dum Deus
infinitamente amável e misericordioso. É sangue que te dá a vida, para tu dares
vidas. Tu és canal de vida eterna, canal de salvação. É por ti que Eu me dou, é
por ti que as almas recebem toda a graça e vida divina. Ai das que as rejeitam,
ai das que as desperdiçam! O mundo, o pobre mundo, o Portugal, o ingrato
Portugal! Diz-lhe, diz-lhe que Jesus o chama e o quer. Diz-lhe que calque aos
pés todas as maldades e vícios. Que faça oração, que faça penitência. Fica,
fica na tua cruz, para salvares as almas. Conta com a graça divina, a graça do
teu Senhor”.
– Obrigada,
obrigada, meu Jesus. (Sentimentos da alma: 04-05-1952)
quarta-feira, abril 28, 2021
EXISTIRÁ ALEGRIA NO MUNDO?
Tenho medo de mim mesma!
Existirá alegria no mundo? Em algum dia da minha vida, por acaso conheceria eu o que era alegria? Se alguma vez a experimentei, morreu para mim de tal forma como se nunca a conhecesse. O pensamento de aceitar e cumprir do coração e da alma a vontade de Jesus dá-me um pouco de alento. Mas logo este pensamento me aflige: estou eu a cumprir a vontade do Senhor? E daqui grandes agonias e tristezas para a minha alma. Estou esmagada entre o céu e a terra, toda transformada e embebida em trevas. Tremendo horror, meu Jesus! Tenho medo de mim mesma.
— Jesus, bem
vedes o que o meu coração quer. Só por Vós e aceito a cruz.
Que alívio para a
minha alma, que conforto para o meu coração, se eu pudesse dizer a minha dor,
não para que saibam quanto sofro e vejam as ânsias do meu coração, mas para
glória do meu Deus e bem de toda a humanidade. Não sou eu quem sofre, não sou
eu quem resiste à dor, mas sim Jesus, só Jesus, que sofre pelos filhos Seus.
Para mim era impossível suportar tão grande martírio. E o demónio aumenta-mo.
Que fúria a sua, que maldade sem igual! Que tristeza não poder fazer que todas
as almas a conheçam, para não se deixarem guiar por ele. Dizia-me hoje num
penoso combate, quando eu clamava pelo meu Jesus.
— Não
pronuncies esse nome, somos inimigos odiosos. Ele odeia-me a mim e eu a Ele.
Diz comigo que O odeias e que O não queres. Comigo tens o gozo e o prazer nesta
vida e uma eternidade feliz. Com Ele sofres aqui e lá. Estou a pecar contigo,
levo-te ao prazer para O ofenderes gravemente. Diz comigo que queres pecar, que
queres ofendê-Lo.
Como eu, sempre
que podia, chamava por Jesus e Lhe renovava a oferta de vítima e Lhe dizia não
querer pecar, ele, enraivecido, insultava-me, tentava escarrar-me até dentro da
boca e procurava novos meios maliciosos. Que tristeza, meu Deus, que aflição a
minha! Ao terminar da luta, o meu coração parecia rebentar, o meu corpo estava
banhado em suor, e os meus olhos tentavam desfazer-se em copiosas lágrimas.
Triste e mais do que envergonhada, fitei Jesus na cruz sem poder dizer palavra.
Ele veio a confortar a minha alma.
— Não
pecaste, não, minha filha, pomba branca, arminho puro. A tua pureza não se
manchou nem manchará. A tua alma é bela, é encantadora. Criei-te para mim com
encantos atraentes. Dá-me toda esta reparação. Não chores com o receio de me
teres ofendido, porque não pecaste. Oferece-me as tuas lágrimas por aqueles que
me ofendem. Os desejos de pecar, as ânsias insaciáveis do prazer não são teus,
é a reparação daqueles que, depois do gozo, do gozo passageiro, enganador e
traiçoeiro, querem novo gozo, nova satisfação, atraiçoando assim o meu Coração
divino. Coragem! Estou satisfeito com o teu amor e com tudo o que me dás.
— Ai, meu
Jesus, se eu pudesse convencer-me sempre que não Vos tinha ofendido! Mas
depressa caio nas minhas dúvidas. Tende dó de mim.
— Vive em
paz, filhinha amada, pois estou contigo mesmo nas tuas trevas.
— Obrigada,
meu Jesus.
Ai de mim! Perdi amigos, perdi Jesus, não posso mais encontrá-Lo nesta escuridão. Perdi a vida, perdi tudo, tudo. A morte rodeia-me, avizinha-se de mim; traz consigo os maiores horrores, a maior escuridão. E eu sem conforto do céu e da terra. Os que me são queridos, por mais que se esforcem, não me dão um momento de alegria. As mais pequeninas coisas abismam-se cada vez mais na profundeza da minha dor. Perdi o meu Jesus, ou sinto que O perdi e não O queria perder. Queria possuí-Lo, mas sem colóquios com Ele. Triste noite da quinta-feira! Oh! como Jesus me associa às Suas dores, à Sua paixão divina! Sinto ânsias de atravessar por cima de todos os espinhos, de ir ao encontro da cruz, abraçá-la e com ela seguir para a morte. Sobre o meu peito sinto o discípulo querido, sinto o seu sono de paz, a tranquilidade do seu coração e da sua alma, e sobre ele o amor terno de Jesus. Sinto em mim a braseira e os que a ela se aqueciam. Sinto, retirado um pouco, que está alguém aterrado e tímido, mas vai-se aproximando e vai negar Jesus. Sinto as suas lágrimas de arrependimento. Sinto o cantar do galo e o abrir do bico em meu coração. Sinto sobretudo a dor infinita de Jesus e o Seu amor e mansidão para com todos. Quanta amargura, quantas mágoas em Seu Coração, naquele Cordeirinho inocente! Não posso ir ao fim da dor de Jesus, não resisto a mais. Sentimentos da alma: 26 de Abril de 1945).
terça-feira, março 10, 2020
ALMA FIEL NÃO TEME A CRUZ
domingo, julho 31, 2016
COMO O SOL BRILHANTE
Fica na Cruz...
domingo, fevereiro 22, 2015
A CRUZ ERA TÃO GRANDE !
Balasar, 16 de Fevereiro de 1939
sexta-feira, abril 06, 2012
ÉS O CORDEIRINHO SACRIFICADO E IMOLADO
sábado, dezembro 03, 2011
MINHA FILHA, NÃO RECEIES A CRUZ
segunda-feira, novembro 28, 2011
A MAIS ALTA MISSÃO...
domingo, outubro 30, 2011
VI JESUS PREGADO NA CRUZ
UM ANIVERSÁRIO...
terça-feira, agosto 02, 2011
ATÉ NO CÉU ERA NOITE - Parte II
O dia da Ascensão de Jesus ao Céu foi para mim cheio de noite escura; foi uma morte total de todas as coisas. Até no Céu era noite e reinava a morte. Não pude ansiar pela minha Pátria, nem recordar o que se passava lá. Caminhei para o Horto sempre arrastada pela maldade. O meu coração tornou-se uma bola, um entretenimento dos homens; em tão curta viagem, recebeu todos os maus-tratos. Os caminhos eram ladrilhados de agudos e variados espinhos para o ferirem. Vi ao lado, em visão bem clara, o Calvário, e, no cimo, a cruz. A cruz era a minha, não digo bem, era a de Jesus. Quando assim falo, é dele e só dele, porque é Ele a sofrer em mim, eu só O acompanho. Senti que Ele se queria refugiar, e para uma gruta me refugiei com Ele. O que ali sofreu Jesus! O sangue que Ele soou! O sangue que caiu do Seu Divino Coração duramente espremido, enquanto o cálice da amargura, transbordou fora. Ofereceu-o ao Pai; Este mandou o Anjo, a confortá-Lo. Ela desceu e colocou-se, ao lado de Jesus, como para O levantar. O Calvário com a cruz não desapareceu. O mundo com a sua maldade continuou a agravar os Seus sofrimentos. Depois, o beijo de Jesus e nada mais. Hoje, de manhãzinha, entrei nas ruas do Calvário. Quase no princípio, caiu Jesus, pela primeira vez; caiu sobre a cruz, feriu gravemente o Seu santíssimo rosto e peito. Desfalecida, oprimida por tão grande peso, segui com Ele o caminho do calvário. Caiu, segunda vez, e eu caí também. Senti e ouvi os estalos das pancadas que despedaçavam o Seu santíssimo corpo. Cheguei ao cimo, vi a esponja, que de nada valia para a sede, em que ardia Jesus. No alto da cruz, de todas as feridas dos espinhos saíam raios doirados; formavam um só brilhante. Estes raios, este sol resplendoroso enchiam a terra, mas este levantou sobre eles negras muralhas, para deles se esconder; rejeitou-os. Daqui nasceu o brado e a agonia contínua de Jesus. Sofri com Ele até ao último momento, até que agonizei e deixei o coração mais duro que a dura pedra. Veio, pouco depois Jesus; transformou-o de dureza para luz e bondade.


















