5 de dezembro de 2012

ACODE ÀS ALMAS ! ACODE ÀS ALMAS !


O fontanário que não se esgota.


Ó Jesus, faça-se a Vossa divina vontade! Seja tudo pelo Vosso divino amor e pelas almas.

Posso afirmar com toda a verdade: outra coisa não quero na vida, a não ser amar e fazer Jesus amado, dar-lhe almas, muitas almas, todas as almas. Ai, que loucura! Não posso consentir na sua perda! Elas custaram o Sangue de Jesus; mas para isso preciso de guia e amparo. Preciso de todo o Céu.

Oh! Meu Deus, como é tormentoso o meu viver nesta masmorra escura que tantas lembranças me traz! Tudo é inútil em mim, mas, apesar disso, logo de madrugada, tudo ofereço ao Céu. A minha alma tinha tanto para dizer, mas eu não posso dizer nada. Quando, nesta madrugada, fazia a oferta ao Senhor, atormentei-me tanto que torcia e destorcia como vergasta verde que o vento torce e destorce, mas não destrói. Durante o dia fui repetindo o meu creio sem crer, actos de amor sem esses sentimentos mais e mais até que chegou a hora de Jesus:
— “Minha filha, minha filha, estou aqui, acredita, confia; estou aqui no teu coração. Deixa-Me, deixa-Me; quero deliciar-me nele, quero descansar e contemplar os seus adornos para esquecer os crimes hediondos de tantas, tantas iniquidades. Quero descansar e fortificar-te ao mesmo tempo. Para tal reparação e toda a espécie de reparação, só uma vítima assim generosa e cheia de heroísmo. Coragem, coragem! Não pode haver mais maldade, e tu não podes dar-Me mais reparação. O mundo! O mundo! Ai dele, se não se converte! O que o espera! O que o espera! Acode às almas, acode às almas! Deixa-as vir sequiosas a este fontanário por Mim enriquecido, que não se esgota”.

(Sentimentos da alma, 28 de Janeiro de 1955)

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