23 de março de 2010

UM MINUTO COM A BEATA ALEXANDRINA

Em que consiste?

Todos aqueles que habitualmente consagram ao menos uma hora à adoração eucarística são convidados a fazerem um minuto suplementar de adoração. UM MINUTO!

Durante este minuto devem unir-se espiritualmente às intenções da Beata Alexandrina que, como todos sabem foi uma “Vítima da Eucaristia”, a sua primeira missão sendo aquela de velar sobre todos os tabernáculos do mundo, especialmente aqueles diante dos quais ninguém orava nem ora.

Esta acção é internacional e começará no dia 1º de Abril 2010, e será seguida por numerosos conventos de França, Bélgica e Holanda, assim como por numerosos leigos dos mesmos países.

No mês de Julho ou Agosto — a data ainda não está fixada — durante um Congresso Eucarístico que se realizará em Paray le Monial — cidade onde Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque — serão dadas conferências especialmente destinadas a melhor fazer conhecer e amar a Beata Alexandrina.

Antes deste Congresso, um CD sobre a sua vida e obras vai ser gravado e serão também distribuídas cartas — do tipo carta bancária — contendo uma fotografia da Beata ao recto e ao verso uma curta oração eucarística.

Todos estes preparativos vão ser começados após a próxima Páscoa de maneira a estarem operacionais no momento preciso.

Todos aqueles que desejarem participar a este movimento internacional, podem inscrever-se, enviando um simples Mail a este endereço: “Eu participo ao minuto de adoração”.


Contamos com a participação de todos e, estamos persuadidos que o entusiasmo dos nossos irmãos brasileiros não ficará ausente desta acção que outro fim não tem do que aquele de fazer amar e venerar a nossa querida Alexandrina.

UM MINUTO é tão pouco, mas pode tornar-se muito! Vejam:

Se apenas houver uma pessoa a adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, nada mais faz do que 60 segundos... Mas, se forem 100, podem contar-se agora, não minutos, mas horas: 10, o que ainda parece pouco. Mas se formos 10 000 a fazer esse gesto, então contaremos 1000 horas de adoração, e assim de seguida...

Sejamos numerosos, para a maior honra e glória de Deus e a exaltação da nossa Alexandrina de Balasar.

6 de março de 2010

6 DE MARÇO DE 1943 - PRIMERO SABADO

Visita da Mãezinha

— A vida na dor, a vida na paz e no amor de Jesus. O amor eleva a alma, purifica-a, santifica-a. Gozar de Jesus é gozar o Céu na terra. Filhinha, filhinha, Jesus ama-te, Jesus quer-te na sua Pátria. Filhinha, filhinha, Jesus ama-te e ama-te a sua bendita Mãe com a maior loucura de amor. O teu lugar no Céu é junto do seu trono. A tua coroa brilha lá no alto com todo o brilho e candura. Que encantador lugar o teu entre as virgens mais puras. Dá almas, dá almas, dá almas, minha filha, ao teu Jesus. Dá fogo, dá fogo, dá fogo, minha filha, ao teu Pai espiritual para ele dar às almas. Jesus ama-o com todo o amor e dá-lhe toda a luz para ele as guiar e lhas conduzir. Dá, minha filha, dá ao teu médico a bênção de Jesus para ele e para todos os filhos seus. Dá, filhinha, dá aos que te amam o fogo divino, o amor de Jesus. Amor que te abrasa e consome, amor que é a tua vida e será a tua morte. Estende e espalha na terra o amor que será a salvação da pobre humanidade, da humanidade corrompida, da humanidade culpada. Filhinha, filhinha amada, escuta a tua Mãezinha querida:

Eu amo-te, amo-te e dou-te a ti a ternura e o amor do meu Santíssimo Coração. Dou-te a minha pureza, dou-te a minha graça; és o encanto de Jesus, nada te será negado por mim e por ele. Pede, pede, pede para distribuíres. Recebe e dá aos que te amam, que por nós também são amados. Pede, recebe e dá aos pecadores; suspiro que se reconciliem com o meu Jesus, que todos se salvem. Recebe as carícias de Jesus, recebe as da tua querida Mãezinha.

― Mãezinha! Mãezinha! São tão doces e tão ternos os vossos miminhos! Muito obrigada, Jesus! Muito obrigada Mãezinha, fazei de mim o que quiserdes!

Beata Alexandrina aria da Costa: "Sentimentos da alma" – 6 de Março de 1943.

1 de março de 2010

MEDITAÇÃO PARA O TEMPO DE QUARESMA

Passei deste martírio ao Horto

O demónio não cessa a sua guerra contra mim; o meu espírito é com dúvidas consumido. Quando assim é, Jesus vem por uns momentos suavizar a minha alma com o Seu amor e a Sua paz; fico mais forte para a luta. Passou o quinto aniversário que Jesus deixou de manifestar em mim a Sua Santa Paixão e dei-xei de me alimentar. Só quero o que Jesus quer. Mas ó que pena e que sauda-des. Senti durante três dias como se todo o meu ser tivesse bocas para comer; tudo ansiava. O alimento que eu desejava, que era tudo, sentia que todo o mundo o comia; para mim só me bastava a dor e a saudade. Meu Jesus, sou a Vossa vítima. Os olhos do corpo não choravam, mas os da alma suspiram o lugar; foram lágrimas dolorosas, mas sempre conformes com a vontade do Senhor.

Passei deste martírio ao Horto, para ali me unir a mais padecimentos. Foi o meu rosto escarrado, os olhos vendados, mas tinha outros olhos que viam passarem pela minha frente por escárnio, ajoelhando, fazendo grandes continên-cias. Sobre os meus ombros, tinha uma velha capa, sobre a cabeça uma velha coroa, e eu, no maior abatimento, no meio de tantos algozes. Eu digo eu, mas não era eu, era Jesus revestido em mim. Se fosse eu não sofria, porque tudo mereço. Sou muito humilhada, sinto-me desesperada, e reconheço que sou digna de tudo. Mas ver e sentir Jesus sofrer assim, não tenho coração para aguentar! Tenho por vezes que esforçar meus olhos e os meus sentimentos a retirarem-se de tão grande suplício. Quanto sofreu Jesus, que dor sem igual; e tudo por nosso amor. No solo do Horto levantaram-se como que quatro negras paredes de tal altura, que não lhes via o fim; fiquei entre elas, apertada como numa prensa com a visão de todos os sofrimentos. E então de todo o meu cor-po saía suor de sangue; fiquei banhada e como nunca só ferida.

Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma; 28 de Março de 1947.