1 de janeiro de 2012

COMPLETAMENTE MERGULHADA NA HUMANIDADE PECADORA

Dou-vos a paz, filhos meus. Dou-vos o meu amor, todo o amor do meu divino Coração

Não me movo, não dou um passo na minha eternidade. Ela foi, é e será sempre a mesma, está sempre no seu princípio. Quanta dor, quantos mistérios nesta eternidade! Se eu soubesse falar dela!
Eu sei, eu sinto que nela está o poder e a grandeza de Deus. Toda a eternidade é Deus, ela toda está baseada em Deus. Como Ele, ela não teve princípio e não terá fim. Como tudo isto é grande, meu Deus, como tudo isto é grande!
Se a minha ignorância me deixasse falar, se a minha cegueira me deixasse ver, se a minha inutilidade não me roubasse tudo, eu poderia falar e guiar, ser útil ao serviço do Senhor.
Nada sou, nada posso, nada valho. Vejo em mim o pecado com toda a maldade; sou um mundo de vícios, sou um inferno de ódio e revolta contra o Senhor.
Ó meu Deus, ó meu Deus, não me falteis! Ai de mim, sem a vossa força, neste estado de alma em que me encontro!
Sofro a dor da vossa perda, mas não desisto da minha revolta e ódio contra Vós.
Valei-me, Jesus, valei-me, Mãezinha! Só a vossa força e o amor dos vossos Corações suporta a minha cruz.
Sinto que estou do Céu e da terra abandonada.
Os espinhos variados não têm conta a ferirem-me, o peso das humilhações esmaga-me, faz-me desaparecer. Tenho que esconder tantas coisas, tanta dor, sofrendo-as em silêncio, só com os olhos em Vós e a Vós abandonada.
Não pode ser mais sábio aquele que sabe compreender a dor. Não pode usar de maior caridade aquele que se compadece dela.
Senhor, Senhor, meu Pai, sem nenhum sentimento de confiança nem de esperança, confio e espero em Vós. Sou a vossa vítima.
Vendi o meu Horto e o meu Calvário. Foram estes os meus sentimentos de ontem, quando prostrada no solo do Horto. Vendi os méritos e o Sangue de Cristo; vendi a minha salvação e fui para a perdição. Suei sangue e reguei a terra. Mais tarde rasguei os meus vestidos e com este gesto a alguém que estava dentro de mim rasguei o coração.
Hoje, na viagem para o Calvário, procedi na mesma, fugindo de Cristo e vendendo quanto era de Cristo. A sua dor era infinita. E eu de longe, muito longe arrastei-O pela terra e retalhei-Lhe o coração.
Cheguei ao fim da montanha, ou melhor, chegou lá a minha maldade para o crucificar. Continuei com a minha traição e crueldade. Não fiz outra coisa senão golpeá-Lo e ofendê-Lo. Até que Ele expirou; deu a vida por mim.
E nesse tempo o amor do seu divino Coração mergulhou, abundou em Si toda a humanidade.

(Sentimentos da alma, 16 de Outubro de 1953 – Sexta-feira)

1 comentário:

soldados catolicos disse...

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