31 de março de 2017

A CHAGA DO OMBRO DE JESUS

ORIGEM


Esta devoção tira a sua origem dum colóquio entre Jesus e S. Bernardo de Claraval.
Estando ele certo dia em oração, sentiu-se inspirado a perguntar a Jesus qual tinha sido, durante a Paixão, a chaga que O fizera sofrer mais e que era mais ignorada dos homens.
Jesus respondeu-lhe:

“Eu tinha uma chaga profundíssima no ombro no qual carreguei a minha pesada Cruz. Essa chaga era mais dolorosa que as outras. Os homens não fazem dela menção porque não a conhecem. Honrai essa chaga e farei tudo o que por ela me pedirdes.”

EM BALASAR

Alguns séculos mais tarde, no Calvário de Balasar, sem que a Alexandrina lhe fizesse a pergunta, Jesus fala dessa dolorosa chaga, uma primeira vez, quando lhe pede que aceite os ataques do demónio, para reparar por um sacerdote que se encontrava em risco de se perder eternamente.

«Oferece-me cinco por cada um deles em honra das minhas divinas chagas. Desejava tanto que elas fossem mais amadas e mais amado fosse o meu divino Coração. Espalha, espalha, incendeia no mundo o meu divino amor. Aceita e oferece-me mais um combate em honra da chaga do meu sagrado ombro; oferece-ma pelo sacerdote. Concorreu tanto para ma aprofundar! Oh! quanto eu sofri com ela!» (Sentimentos da alma, 9 de Fevereiro de 1945)

Alguns dias mais tarde, a Alexandrina confirma o ataque diabólico e a oferta que faz deste ao Senhor, para a conversão do sacerdote em causa:

«O primeiro ataque ofereci-o a Jesus em honra da chaga do Seu santíssimo ombro e para reparar pelo sacerdote, como Jesus me pediu.» (Sentimentos da alma, 13 de Fevereiro de 1945)

Mas a Alexandrina vai sentir ela mesma, nas suas carnes a veemência daquela dor que causara tanto sofrimento a Jesus:

«A dor da chaga do ombro tirava toda a vida ao coração.» (Sentimentos da alma, 26 de Outubro de 1945)

Em 10 de Janeiro de 1947, ela volta a falar da chaga do ombro, quando presa na cruz a sente ao vivo:

«No alto da cruz sentia todas as chagas, mas mais vivamente a do ombro.»

Dois anos mais tarde, o Senhor volta a falar desta dolorosíssima chaga, quando lhe que propague a devoção das seis primeiras quintas-feiras de cada mês.

«Minha filha, minha esposa querida, faz que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia.
Diz em meu nome que todos aqueles que comungarem bem, com sinceridade e humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do meu sacrário passarem uma hora de adoração e íntima união comigo, lhes prometo o Céu.
É para honrarem pela Eucaristia as minhas santas Chagas, honrando primeiro a do meu sagrado ombro tão pouco lembrada.
Quem isto fizer, quem às santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe e em nome delas nos pedir graças, quer espirituais, quer corporais, eu lhas prometo, a não ser que sejam de prejuízo à sua alma.
No momento da morte trarei comigo minha Mãe Santíssima para defendê-lo.» (Sentimentos da alma de 25 de Fevereiro de 1949)

ORAÇÃO:

Ó Amantíssimo Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de eu ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro e venero a Chaga causada pelo peso da Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos do Vosso Ombro sagrado e da qual a Vossa Mãe Dolorosa tanto se compadeceu.
Também eu ó aflitíssimo Jesus me compadeço de Vós e do fundo do coração Vos louvo, Vos glorifico, Vos agradeço por propor esta chaga dolorosa de Vosso ombro em que quiseste carregar a Vossa Cruz, pela minha salvação e pelo sofrimento que padecestes, Vos rogo com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados, conduzindo-me ao céu, pelo caminho da Vossa Santa Cruz. Assim seja.

Rezam-se 7 Ave Marias
E acrescenta-se:

«Minha Mãe Santíssima, imprimi no meu coração as chagas de Jesus crucificado.»
"Ó dulcíssimo Jesus, não sejais meu Juiz, mas meu salvador"


Afonso Rocha

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