22 de março de 2011

APARIÇÃO DE S. JOSÉ

  • Meteu-me uma açucena na mão...

Jesus veio como de costume comunicar-me a Sua vida. Vinha acompanhado de S. José. A Sua mão esquerda pegava na mão direita dele. S. José na sua mão esquerda trazia uma grande açucena branca. Ao chegar junto de mim, beijou-me dos dois lados do rosto e disse-me:

– Aceita um ósculo meu, outro da minha Esposa, da tua Mãezinha a quem tanto amas. Faz que ela seja amada, propaga a minha devoção, com isso muito me consolas.

Meteu na minha mão direita o pé da açucena, fez que ela tombasse sobre a mão e braço esquerdo e disse-me:

– Aceita, ofereço-ta, é tua.

Osculou-me novamente, com toda a seriedade e respeito e desapareceu; ficou só Jesus e teve então Ele a palavra e disse-me:

– “Essa oferta, essa açucena, minha filha, é o símbolo da tua vida de pureza. Confia, não duvides, é Jesus que to afirma. O que fizeres à minha Bendita Mãe e a meu Pai adoptivo, a Mim o fazes. Todo o culto e amor a Eles dedicado, aceito-o como para Mim.”

Fiquei sozinha; Jesus também desapareceu. Não podia lutar; não tinha forças, não via, nem actos de fé sabia fazer. Neste abandono demorei-me, mergulhada nas trevas por algum tempo.

Apareceram os dois companheiros novamente. S. José trazia nos braços o manto e a coroa da Mãezinha. Foi ele a colocar-mo aos ombros e a coroa na cabeça.

– Aceita nova oferta da minha Esposa: o Seu manto e coroa de Rainha. O teu reinado é o mundo, são as almas, são os pecadores.

Sem mais nada, escondeu-se. Jesus continuou:

– “O demónio tem sobre ti toda a sua raiva infernal. É grande o estrago que lhe dás. Fazes mais mal à sua obra satânica pelo teu sofrimento do que todo o bem que na humanidade se faz. Está raivoso, raivoso, serve-se de tudo, serve-se dos homens para a minha causa destruir. Nunca, nunca seus infernais intentos se satisfazem. Sofre tudo, minha filha, sofre toda a tua indizível dor e tormento. Repara-Me, repara-Me por todos os sacrilégios e confissões nulas.”

– Jesus, eu amo-Vos, sou a Vossa vítima.

– “Recebe a gota do meu Divino Sangue. Vive, vive a minha vida, acode ao mundo, acode aos pecadores, loucos a correrem para o inferno.”

Sem mais uma palavra, fugiu-me o meu Jesus. Deixou-me tão triste, tão triste, em tanta dor, em tantas trevas que mal pude fazer os meus pedidos. Para fazer actos de fé tinha de mentir-me a mim mesma. Que Ele seja bendito por tudo.

(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma de 19 de Março de 1954)

1 comentário:

Santa Sãozinha disse...

Deus,refúgium nostrum et virtus,pópulum ad te clamántem propítius résppice;et immacutata Virgine Dei Genitríce María,cum beato Joseph,eius Sponso,ac beátis Apóstolis tuis Petro et Paulo et ómnibus Sanctis,quas pro conversióne peccatorum,pro



libertáte et exaltatióne sanctae Matris Ecclésiac,preces effúndimus, miséricors et benignus exáudi.Per eúmdem Christum Dóminum nostrum.