12 de setembro de 2006

ALEXANDRINA MÍSTICA – 1

Razão deste tema

Estudar a mística vivida pela beata Alexandrina de Balasar é um prazer ao qual não posso resistir. Como não penso fazer deste humilde estudo um assunto pessoal, desejo partilha-lo com aqueles que, visitando estas páginas possam interessar-se por tal fenómeno, que não sendo corrente, faz parte integrante da vida cristã. Pena é que ― eu falo pelo que vejo em França ― este estudo importante não faça já parte dos estudos nos seminários e infelizmente, são poucos agora aqueles que sejam ou possam ser « doutores » nesta matéria delicada.
Eu não sou teólogo, claro está, mas apenas um simples “aprendiz” de ascética e de mística.
Por aqui, já me interessei em alguns casos : Nicolas Roland
[1], fundador duma Congregação religiosa e que foi o Director espiritual de S. João Baptista de La Salle ; o Padre Paul Warnier (1900-1966) [2], pároco de uma das maiores paróquias da cidade francesa de Reims ― onde vivo ― sem falar no caso vivido actualmente por uma senhora, mãe de família, e que eu sigo atentamente, deixando à Igreja a decisão que melhor lhe convier neste ultimo caso.
Depois de muito ter lido e estudado os autores mais conhecidos nesta “arte” ― S. João da Cruz, santa Teresa de Ávila, a beata Angela de Foligno, santas Catarina de Sena e de Génova, Afonso Rodriguez, santa Maria Madalena de Pazzi e alguns mais ― pensei que seria bom, no caso da nossa recém beata Alexandrina Maria da Costa, compor um simples trabalho e neste fazer salientar as similitudes existentes entres os mestres da mística citados e a nossa Bem-aventurada de Balasar.
Mas, comecemos pelo principio...
(Continua)
Afonso Rocha

[1] Nicolas Roland, mystique.
[2] Paul Warnier, un prêtre de feu.

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