19 de janeiro de 2007

NEM AGORA, NEM NUNCA

NÃO !...

O seio maternal, que é lugar de protecção concebido pelo nosso Criador, tornou-se numa armadilha mortal para as suas criaturas sem defesa, e do qual a fuga é impossível.
* * * * *
O que mais preocupa a mulher — tornando-se mesmo para ela um problema e uma espécie de obsessão — antes de decidir de recorrer ao aborto é de saber como e quando terá lugar a operação.
Não deveria ela pelo contrário interrogar-se e saber se ela tem ou não direito de fazer aquilo que ela projectou?
Não deveria ela interrogar-se e procurar saber se um embrião separado de sua mãe é ou não um ser humano?
Não, ela ignora, ou prefere ignorar que esse embrião é um ser humano em toda a acessão deste termo “humano”, e que nenhum médico, nem outra qualquer autoridade médica, até hoje, conseguiram provar o contrário. No que diz respeito às autoridades políticas — aqueles que com sorrisos e apertos de mão, sobretudo em épocas eleitorais — estes fazem promessas descabidas e tomam decisões drásticas, muitas vezes contrárias à ética.
No caso de Portugal, parece não ser bem assim, visto que o senhor Presidente da República pensou que seria melhor fazer apelo ao povo, um pouco como Pilatos. Depois, lavar-se-á as mãos e dirá muito calmamente: “Foram vocês que assim quiseram!...”
Estes casos são sempre apresentados como um bem, como um progresso, mas infelizmente, na maior parte dos casos, são como “lobos cobertos de peles de cordeiro”, como nos ensina o Evangelho.
Quanto às mães que formulam em suas mentes e em seus corações esta triste ideia, elas argumentam muito simplesmente:
“Não estou pronta para uma tal responsabilidade”, ou “não tenho meios necessários para assegurar a sua educação” ou ainda mais peremptoriamente: “eu não o quero”.
E o pai, que diz ele?
Que poderá ele — se for o marido — dizer, se a esposa tomou já a sua decisão?
Se ele está ao corrente, podemos chamar-lhe cobarde; outro Pilatos que depois se lavará as mãos e dirá como Eva no jardim do Éden: “Foi por culpa dela, ela não me disse nada, eu não estava ao corrente...”
Esta falta de “conhecimento” não diminui a culpa: ambos são culpados de crime e tanto um como outro deveriam incorrer a cólera da justiça dos homens, visto que a Justiça divina, essa não dorme...
O que não se faz neste mundo, meu Deus, em nome da liberdade!
Mas quantos confundem liberdade e anarquia...
Em nome desta “santa” liberdade tudo é permitido, mesmo aquilo que os nossos pais e avós nos ensinavam ser mal...
Esta liberdade que chamamos liberdade individual, deu origem à liberdade sexual que é “intrinsecamente perversa” e que dá origem a este género de situações: o aborto.
Notemos que esta “liberdade sexual” é uma “empresa de subversão revolucionária”, muito bem orquestrada e que permitirá mais tarde de estabelecer a tirania e o reino do Antecristo no fim dos tempos.
Mas, tenhamos confiança em Maria, “vencedora de todas as batalhas”; Ela tudo fará para que esta calamidade seja afastada de Portugal, sobretudo que a data escolhida para essa farsa inomável é aquela do aniversário da sua aparição em Lourdes.
Foi igualmente a Virgem Santíssima que em Fátima disse: “Em Portugal se guardará o dogma da fé”.
Tenhamos confiança e oremos todos!
Visitar este link:
www.bibleetnombres.online.fr/avortem.htm.

10 de janeiro de 2007

SANTO PADRE BENTO XVI
não vem a Fátima em 2007
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Serviço de Imprensa do Santuário de Fátima
Terça-feira 9 de Janeiro de 2007 16 h 30

O Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa divulgou há momentos em Fátima que o Santo Padre Bento XVI não virá a Fátima no ano de 2007.
D. Carlos Azevedo afirmou que, após o convite da Conferência Episcopal Portuguesa e do Bispo de Leiria-Fátima, e da presença de D. António Marto na audiência geral de 13 de Dezembro de 2006, a Secretaria de Estado do Vaticano informou a Conferência Episcopal Portuguesa da impossibilidade de o Santo Padre se deslocar a Fátima em Outubro de 2007, por ocasião do encerramento dos 90 anos das Aparições e da inauguração da Igreja da Santíssima Trindade.
A razão apontada prende-se com impossibilidade de agenda, uma vez que o Santo Padre tem procurado restringir o número de saídas.
Em todo o caso, Sua Santidade informou que enviará a Fátima um legado para as celebrações de Outubro e manifestou o desejo de vir a Fátima, em outra ocasião.
Em termos burocráticos, cabe agora à Conferência Episcopal Portuguesa apresentar a proposta de um legado de Sua Santidade, que será analisada, depois, pela Secretaria de Estado do Vaticano.
As declarações de D. Carlos Azevedo foram proferidas à comunicação social no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, realizada hoje, na Casa de Nossa Senhora das Dores, no Santuário de Fátima.

9 de janeiro de 2007

REUNIÃO EM FATIMA
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Reitores de Santuários de França reúnem em Fátima em Janeiro de 2007

A Associação de Reitores de Santuários Franceses (Association des Recteurs de Sanctuaires – ARS) realizará em Fátima a 27.ª edição do Congresso Anual da associação, que terá lugar nos dias 15 a 18 de Janeiro de 2007.
Para além dos cento e trinta reitores de Santuários de França, está também prevista a presença neste congresso de D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, de D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, e de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima.
A ideia da organização do congresso em Fátima nasceu do convite formulado pelo Reitor do Santuário de Fátima, Mons. Luciano Guerra, à Associação de Reitores de Santuários Franceses.
“Esta realização (em Fátima) é devida a um convite meu, não só por ocasião do ano do nonagésimo aniversário das aparições de Fátima, mas também como sinal de reconhecimento pelo acolhimento fraterno que esta associação me dispensa no seu congresso anual, no qual participo desde há 23 anos”, afirma Monsenhor Luciano Guerra.
Relativamente ao programa, ainda em elaboração, este incluirá a realização de mesas redondas e a apresentação de conferências, visitas aos locais das aparições e a vários espaços do Santuário de Fátima e também a deslocação a vários locais turísticos integrados na Região de Turismo de Leiria-Fátima. Em termos de celebração religiosa, serão celebradas várias Eucaristias durante este congresso, no qual terá ainda lugar a Assembleia-geral da ARS.
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Notícia divulgada pelo serviço de Imprensa do Santuário de Fátima.

5 de janeiro de 2007

ALEXANDRINA DE BALASAR
A quando do processo diocesano em vista da beatificação e canonização de Alexandrina Maria da Costa, o Padre Humberto Maria Pasquale, seu segundo Director espiritual, escreveu e publicou para a dita Causa, um livro deveras interessante — "Eis a Alexandrina" — e que muito depressa foi posto de lado, quando da saída nas Edições Salesianas, do seu outro livro "Alexandrina".
No primeiro livro citado, encontrámos alguns textos que nos parecem merecer uma nova publicação, por isso mesmo, vamos publicá-los aqui, esperando que eles encontrem junto dos nossos leitores a aceitação que na verdade merecem.
Começamos portanto pelo segundo tema do primeiro capítulo, cujo título segue:
O início da ascensão

A ascensão espiritual da Alexandrina pode considerar-se como não tendo jamais sofrido qualquer interrupção, porquanto, desde a infância, ela sempre se manteve fiel às práticas de piedade e se entregou à contemplação.
« Pelos 4 anos de idade, punha-me a contemplar o céu... porque não sei o que me atraía para lá... Já nesta idade amava a oração... E, se nesta idade manifestava os meus defeitos, também mostrava o meu amor pela Mãe do Céu, e lembro-me com que entusiasmo cantava os versinhos a Nossa Senhora » (Autobiografia).
Ao falar do período que se seguiu à Primeira Comunhão, a Serva de Deus escreve : « À medida que ia crescendo, ia aumentando em mim o desejo da oração... Pelos nove anos, quando me levantava cedo para ir trabalhar nos campos, e quando me encontrava sòzinha, punha-me a contemplar a natureza: o romper da aurora, o nascer do sol, o gorjeio das avezinhas, o murmúrio das águas entravam em mim numa contemplação profunda, que quase me esquecia de que vivia no mundo. Chegava a deter os meus passos e ficava embebida neste pensamento : o poder de Deus! » (Autobiografia).
Ainda criança, já a Alexandrina procurava evitar tudo o que pudesse ofender a Deus, esforçando-se por corrigir o seu próprio carácter.
« Não gostava de ouvir conversas maliciosas e, embora não compreendesse o sentido delas, chegava a dizer que me retirava se não falassem de outra forma. Também me indignava toda quando presenciava cenas indecentes entre pessoas adultas. Tinha medo de perder a minha inocência » (Autobiografia).
Perguntou-lhe, um dia, o segundo director espiritual : — Quais os defeitos que mais trabalho lhe deram a corrigir ?
A Alexandrina ficou pensativa, por momentos, e depois respondeu :
— Eu não sei ; eles todos me dão trabalho.
— Diga alguns — volveu o director.
— É o génio; ainda hoje tenho muito génio. É o calar-me. De pequenina, esforçou-se a Serva de Deus por praticar as virtudes características de uma boa filha. Ela própria o disse e a Deolinda confirmou: «Não me lembro de ter desobedecido à minha mãe nem uma vez sequer ».
Em 23 de Setembro de 1953, a Alexandrina escreveu : « Obedeci sempre e obedecerei, se Deus quiser. Se por acaso Vossa Reverência ouvir dizer que não obedeci, então reze por mim, porque é sinal de que perdi o juízo ».
Bem cedo a habituaram ao trabalho, e a um trabalho duro como é o da lavoura. « A minha mãe ensinou-nos a trabalhar desde muito novas. Mandava-nos encher canelas, ir buscar tojos e lenha caídos dos pinheiros » (Deolinda). « Pelos 9 anos, levantava-me cedo para ir trabalhar nos campos... » (Autobiografia ). « A minha irmã — diz a Deolinda — muito cedo se revelou uma valente trabalhadeira. A minha mãe bem podia entregar-se a outros trabalhos como tecer ou até trabalhar fora de casa e entregar o governo da casa à minha irmã, que ela dava perfeita conta do recado ».
Na sua autobiografia, a Alexandrina comenta : « Até aos 14 anos trabalhei nos campos, e com tal cuidado que me pagavam o jornal como à minha mãe ».
A senhora D. Maria Morado Torres, da Aguçadoura, fez-lhe este elogio : « A Alexandrina esteve a trabalhar de jornaleira em casa do meu pai, Luís Alves Torres. Os meus pais lembravam-na sempre como muito boa rapariga, diferente de todas as outras. Não sabiam o que é que ela tinha para se diferenciar assim ».
P. Humberto Pasquale: "Eis a Alexandrina".

4 de janeiro de 2007

RADIO MARIA
(Itália)

Temos o prazer de informar os nossos amigos que amanhã, dia 7 de Janeiro, às horas indicadas abaixo, uma transmissão na “Radio Maria”, radio italiana, vai ser consagrada ao R. P. Humberto Maria Pasquale, segundo Director espiritual da Beata Alexandrina. Trata-se de uma emissão em língua italiana, dirigida pelo R. P. Pier Luigi Cameroni, estando igualmente presentes diversos outros amigos da Beata de Balasar.
Nós não sabemos qual possa ser o impacto desta emissão, por isso mesmo pedimos encarecidamente que nos informem, utilizando a possibilidade que vos é dada de comentar este anúncio. O nosso muito obrigado.
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Trasmissione a Radio Maria

Domenica 7 gennaio 2007
ore 21.00-23.00

Presso gli studi del Centro Evangelizzazione e Catechesi "Don Bosco" di Torino si svolgerà la Tavola rotonda

IL MONELLO DI DIO,
DON UMBERTO MARIA PASQUALE
SACERDOTE SECONDO IL CUORE DI CRISTO

Con la partecipazione di:

Padre Gabriele Amorth, esorcista

Dott.ssa Maria Rita Scrimieri, Cooperatrice Salesiana,
Coordinatrice Centro Studi “Opera dei tabernacoli Viventi”
e curatrice del volume su don Umberto(1)

Don Teresio Bosco, salesiano – pubblicista

Don Pier Luigi Cameroni, salesiano

Don Umberto Pasquale, Salesiano (1906-1985)

Don Umberto Pasquale nasce il 1 settembre 1906 a Vignole Borbera (Alessandria - Italia). Accolto a Valdocco (Torino) nel 1919, vi frequenta due anni di ginnasio ma viene tolto dal padre. Vinte alcune difficoltà, riesce ad entrare nel seminario tortonese di Stazzano. Al terzo anno di teologia ritorna dai Salesiani. Durante il noviziato a Borgomanero presenta la domanda per il lebbrosario della Columbia. In procinto di partire, viene pregato dai Superiori di recarsi per un anno in Portogallo in aiuto all'Opera riaperta poco prima. L'obbedienza provvisoria si prolunga per 15 anni. Ordinato sacerdote a Lisbona nel 1935, dal cardinale Cerejeira, apre nel 1937 la Casa di Mogofores, eretta a noviziato, a cui da presto una sede più ampia (nel 1939), trasformando la casa primitiva per opere parrocchiali: oratorio maschile, laboratorio per ragazze e nido per l'infanzia. Da vita alle Edizioni Salesiane che, nel 1945, traslocano ad Oporto ed a cui nel 1947 da una sede propria. Don Umberto assume ufficialmente la direzione spirituale di Alexandrina l’8 settembre 1944. Richiamato in Italia nel 1948, viene destinato al Centro Catechistico a Leumann-Torino. Continua a ricevere i Diari di Alexandrina e ne diventa il principale biografo. Viene chiamato a Balasar nel 1965 per preparare il Processo Informativo Diocesano, nel quale è uno dei principali testi. Il 7 maggio 1973 ne porta tutta la documentazione a Roma. Muore a Rivoli (Torino) il 5 marzo 1985.
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(1) Cfr. (a cura di) Scrimieri Pedriali Maria Rita,
IL MONELLO DI DIO DON UMBERTO MARIA PASQUALE. Direttore spirituale della Beata Alexandrina Maria da Costa, Elledici, Torino 2006
(in vendita presso le librerie Elledici e Paoline)