sábado, março 06, 2010

6 DE MARÇO DE 1943 - PRIMERO SABADO

Visita da Mãezinha

— A vida na dor, a vida na paz e no amor de Jesus. O amor eleva a alma, purifica-a, santifica-a. Gozar de Jesus é gozar o Céu na terra. Filhinha, filhinha, Jesus ama-te, Jesus quer-te na sua Pátria. Filhinha, filhinha, Jesus ama-te e ama-te a sua bendita Mãe com a maior loucura de amor. O teu lugar no Céu é junto do seu trono. A tua coroa brilha lá no alto com todo o brilho e candura. Que encantador lugar o teu entre as virgens mais puras. Dá almas, dá almas, dá almas, minha filha, ao teu Jesus. Dá fogo, dá fogo, dá fogo, minha filha, ao teu Pai espiritual para ele dar às almas. Jesus ama-o com todo o amor e dá-lhe toda a luz para ele as guiar e lhas conduzir. Dá, minha filha, dá ao teu médico a bênção de Jesus para ele e para todos os filhos seus. Dá, filhinha, dá aos que te amam o fogo divino, o amor de Jesus. Amor que te abrasa e consome, amor que é a tua vida e será a tua morte. Estende e espalha na terra o amor que será a salvação da pobre humanidade, da humanidade corrompida, da humanidade culpada. Filhinha, filhinha amada, escuta a tua Mãezinha querida:

Eu amo-te, amo-te e dou-te a ti a ternura e o amor do meu Santíssimo Coração. Dou-te a minha pureza, dou-te a minha graça; és o encanto de Jesus, nada te será negado por mim e por ele. Pede, pede, pede para distribuíres. Recebe e dá aos que te amam, que por nós também são amados. Pede, recebe e dá aos pecadores; suspiro que se reconciliem com o meu Jesus, que todos se salvem. Recebe as carícias de Jesus, recebe as da tua querida Mãezinha.

― Mãezinha! Mãezinha! São tão doces e tão ternos os vossos miminhos! Muito obrigada, Jesus! Muito obrigada Mãezinha, fazei de mim o que quiserdes!

Beata Alexandrina aria da Costa: "Sentimentos da alma" – 6 de Março de 1943.

segunda-feira, março 01, 2010

MEDITAÇÃO PARA O TEMPO DE QUARESMA

Passei deste martírio ao Horto

O demónio não cessa a sua guerra contra mim; o meu espírito é com dúvidas consumido. Quando assim é, Jesus vem por uns momentos suavizar a minha alma com o Seu amor e a Sua paz; fico mais forte para a luta. Passou o quinto aniversário que Jesus deixou de manifestar em mim a Sua Santa Paixão e dei-xei de me alimentar. Só quero o que Jesus quer. Mas ó que pena e que sauda-des. Senti durante três dias como se todo o meu ser tivesse bocas para comer; tudo ansiava. O alimento que eu desejava, que era tudo, sentia que todo o mundo o comia; para mim só me bastava a dor e a saudade. Meu Jesus, sou a Vossa vítima. Os olhos do corpo não choravam, mas os da alma suspiram o lugar; foram lágrimas dolorosas, mas sempre conformes com a vontade do Senhor.

Passei deste martírio ao Horto, para ali me unir a mais padecimentos. Foi o meu rosto escarrado, os olhos vendados, mas tinha outros olhos que viam passarem pela minha frente por escárnio, ajoelhando, fazendo grandes continên-cias. Sobre os meus ombros, tinha uma velha capa, sobre a cabeça uma velha coroa, e eu, no maior abatimento, no meio de tantos algozes. Eu digo eu, mas não era eu, era Jesus revestido em mim. Se fosse eu não sofria, porque tudo mereço. Sou muito humilhada, sinto-me desesperada, e reconheço que sou digna de tudo. Mas ver e sentir Jesus sofrer assim, não tenho coração para aguentar! Tenho por vezes que esforçar meus olhos e os meus sentimentos a retirarem-se de tão grande suplício. Quanto sofreu Jesus, que dor sem igual; e tudo por nosso amor. No solo do Horto levantaram-se como que quatro negras paredes de tal altura, que não lhes via o fim; fiquei entre elas, apertada como numa prensa com a visão de todos os sofrimentos. E então de todo o meu cor-po saía suor de sangue; fiquei banhada e como nunca só ferida.

Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma; 28 de Março de 1947.

domingo, fevereiro 21, 2010

ENRICO DAL COVOLO

Uma notícia que nos alegra é aquela publicada pela Agência noticiosa “Zenit” e que diz respeito ao Padre Enrico Dal Covolo, Postulador da causa de canonização da Beata Alexandrina de Balasar:

Enrico dal Covolo explica exercícios espirituais do Papa

ROMA, sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – A partir do domingo, dia 21, até o sábado, 27 de fevereiro, serão realizados, na presença do Papa Bento XVI, os exercícios espirituais para a Cúria Romana.

Tendo como referência o Ano Sacerdotal em curso, as meditações serão propostas pelo sacerdote salesiano Enrico dal Covolo, sobre o tema “'Lições' de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal”.

Para compreender melhor o objectivo e a finalidade destes exercícios, Zenit entrevistou Enrico dal Covolo.

Tanto em educação como em pregação, Dal Covolo, 59 anos, sacerdote há 31 anos, está longe de ser um novato: tem mais de 200 retiros preparados. Professor de literatura cristã antiga, é especialista nos Padres da Igreja. Desde 2002, é consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e faz parte do Comité Pontifício de Ciências Históricas. Dentro da congregação, é postulador geral para as causas dos santos da família salesiana.
Para ler toda a entrevista, carregue la ligação a seguir:

sábado, fevereiro 20, 2010

A MINHA IGNORÂNCIA NÃO ME PERMITE...

Parece-me que nunca amei Jesus

Continuo no meu Calvário, na minha vida sem mérito. Nada há em mim que tenha o mínimo merecimento. Eu quero, sim, eu quero sofrer, mas não tenho coragem para levar a cruz. Todas as coisas me deixem tímida e apavorada. A vontade está acima de tudo. Quero amar, louca e apaixonadamente, a Jesus e não O ofender; quero abraçar-me à cruz, para não mais a deixar, por Seu amor e para bem das almas. Tudo me parece perdido, mas não me importo, abandonei-me a Jesus e à Mãezinha. Vou para onde me levarem os Seus Divinos Corações. Estou segura; vivo confiada de que sou bem conduzida e de que não Vos hei-de ofender, apesar de me parecer que não faço outra coisa senão pecar. Digo que confio e sinto que nem tão pouco sei que seja a confiança. Parece-me que nunca amei Jesus, nem compreendo o que seja o Amor. A minha ignorância não me permite exprimir os sentimentos tão dolorosos e profundos da minha alma. Penoso martírio, pavoroso Calvário ! Gasto todos os momentos da minha vida, pensando no mal, nas variadíssimas formas de como hei-de pecar, calcando sempre a meus pés os direitos e a Lei santa do Senhor. E sempre a vomitá-Lo para fora do meu coração! Perdi a Jesus e sinto tê-Lo perdido para sempre.

Numa hora de mais tremenda reparação, em que me pareceu ofender a Jesus mais horrivelmente, eu ia mesmo, mesmo a cair no inferno. Cheguei a gritar. Fui salva não sei por quem. Uns braços se lançaram aos meus e arrancaram-me daquele tremendo abismo de demónios, feras e fogo. Parte do meu corpo já estava nele. Quando me parecia pecar tão sacrilegamente, via que todo o meu ser era inferno, e que não podia dar nem um único passo à frente, porque logo ficava sepultada em horrorosos tormentos e fogo. Foi quando escorreguei e fui salva só pelos braços e não sei por quem. Fiquei fora, mas tanto à beirinha que ao mais pequenino movimento voltava a cair. Sem pensar nisso, sem nenhum temor, continuei na mesma vida leviana e criminosa. Se por um lado sentia uma dor infinita, por outro revoltava-me contra essa dor e tentava aumentá-la ainda mais, com os meus loucos desvarios. Jesus fora do meu coração, perseguido por mim, que Lhe renovava toda a Paixão e Morte, chorava, e fitando-me com os Seus olhares terníssimos, mas o mais doloroso que se possa imaginar, bradou-me :

― Ainda não estás satisfeita ? Não acabas de Me ofender ? Pensa quanto te amei, quanto sofri por ti e para a missão que te escolhi.

Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da Alma, 4 de Abril de 1952.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

QUERO VIVER SÓ DE AMOR

Meditação

Jesus, não quero mais viver de ilusões; quero viver só de amor e de confiança. Cortai em mim tudo o que é terreno, quero só esperar em vós, quero ser forte, mas não posso, sinto-me definhar dia a dia. E sinto na minha alma que novos assaltos estão para cair sobre mim. Tudo é revolta. Prevejo um mundo de leões laçarem-se a mim com toda a raiva para me devorarem. Que angústia na minha alma! Que tristeza profunda no meu coração! A alma treme de medo com todo o meu corpo; não posso viver assim. Será porque o fim se aproxima? Venha ele, venha depressa. O Céu é a minha esperança. Quero, por todos os caminhos percorridos durante a vida, deixar escrito com o meu sangue o Vosso amor. São caminhos de luta, caminhos de negras trevas; trevas como nunca, abandono como nunca imaginei passar. Levanto as minhas mãos ao Céu, para o Céu que tantas vezes fitei e contemplei com amor, mas não o vejo. Brado com toda a força, do fundo do coração, e o meu brado não sobe, parece-me Jesus não ouvir! Abandono, que completo abandono!... Jesus, Jesus, compadecei-vos de mim, parece-me que vos perdi e que perdi a Mãezinha. Afastaram de mim na terra o amparo, guia e luz que me tínheis dado. Jesus, Jesus, olhai a louquinha perdida que tudo sofre e aceita por vosso amor, para dar-vos as almas. Jesus, Mãezinha, quero sofrer tudo; as forças não me ajudam. Estou sozinha, posso dizer convosco: Pai, porque me abandonaste? Quereis assemelhar-me a vós? Obrigada, meu Jesus. Submeto-me ao peso da vossa Cruz. Sinto arrancarem-me o coração, sinto que vou morrer esmagada, mas quero balbuciar sempre: Ó como é doce morrer por amor! Ó como é doce cumprir a vontade do Senhor! Jesus, à medida que se aproxima a crucifixão, o pavor aumenta, sinto-me cravada na cruz, dando de longe a longe um suspiro até que seja o derradeiro. A agonia aumenta, São dados ao meu corpo maus tratos sem piedade. Ó mundo, ó mundo que não conheces a dor nem o amor de Jesus. Só com ele se abraça a Cruz, só com ele se caminha para o martírio!

Sentimentos da alma: 20 de Março de 1942.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO DE QUARESMA

Jesus sofre, chora, suspira profundamente


A cruz aumenta, os mimos de Jesus são cada vez mais. Digo mimos, porque os desgostos, os sofrimentos, os espinhos recebo-os como carícias e miminhos do meu Jesus. Custa muito, muito e eu sei que não posso resistir a mais dor; mas o amor que eu anseio ter a Jesus e as ânsias de O consolar cegam-me de tal forma que eu não posso deixar de repetir: mais, mais, meu Jesus, mais, seja tudo por Vosso amor e para a salvação das almas. Não posso falar; hoje tenho que abafar a voz da minha alma, que apesar da minha ignorância sem igual, não pode calar-se. Neste dia, tem que ocultar e fazer o sacrifício de guardar para si e sofrer em silêncio. Não posso esforçar-me nem mover os lábios. Von-tade do meu Senhor, em ti está a minha ventura e felicidade!

Ontem de manhã imprimiram-se mais ao vivo as chagas de Jesus no meu cor-po. Senti como se Ele viesse da cruz para mim e em mim Se imprimisse e nele me transformasse. À noite, a visão do Calvário levou-me ao suor de sangue e à agonia do Horto. Sofri tanto, tanto, de tantas formas! Seja o meu Jesus bendi-to !

Hoje segui para o Calvário. Eu era a cruz de Jesus. Ele levou-a e nela me levou a mim. Sofri com Ele e Ele comigo. Fomos sempre os dois num só. Ao terminar da montanha, senti-me morrer no leito da cruz. Quando esta (foi?) levantada ao alto, pareceu-me ficar toda dentro do Coração divino do meu Jesus. Era Ele o crucificado. O meu desfalecimento era tanto que não podia bradar; bradava Jesus e era meu e dele o Seu brado. No momento de expirar, Jesus entregou ao Pai o Seu espírito com todo o amor do Seu divino Coração. Foi assim que eu com Ele expirei.

Passado algum tempo, principiei a ouvir os Seus suspiros e a Sua dolorosa voz.

Jesus sofre, chora, suspira profundamente. Vê o mundo, contempla-o, vê o que ele é, o que há-de ser.

Jesus sofre, chora, suspira profundamente. Vê o mundo cruel e pecaminoso, vê a justiça do Seu Eterno Pai prestes a puni-lo, a castigá-lo com todo o rigor.

Minha filha, Minha filha, vítima amada, vítima querida.

Minha filha, Minha filha, esposa querida, esposa fiel e predilecta de Meu divi-no Coração: tu és sal e sol da terra, tu és pára-raios e salvação da humanidade. Tu és farol, que iluminas com todas as cores do arco-íris. És rica de graça, rica de todas as virtudes. Um ano a mais passou-se para ti. Mais um ano de favores e prova do Meu divino amor para as almas por te ter escolhido para vítima des-te Calvário. Coragem, coragem e alegra-te porque o Senhor está contigo, em ti Se alegrou e alegrará sempre. Aceita, Minha filha, um muito obrigado do teu Jesus. Sim, um obrigado Meu, um obrigado divino pelo muito que sofreste, pelo muito que amaste.

— Ó Jesus, ó Jesus, isso humilha-me, as Vossas divinas palavras fazem-me so-frer. Sofro, porque ouvi e senti os vossos suspiros, as Vossas lágrimas caírem no meu pobre coração. Sofro e humilho-me pelo Vosso obrigado, quando eu sinto que nada sofro, que nada Vos amei, que foi só o Vosso divino Coração a sofrer e amar. Eu por mim, Jesus, nada fui, nada sou, nada serei. Morri, morri para tudo.

— Ó minha filha, Minha filha, sim, morreste para tudo o que é do mundo e vi-verás sempre pata Jesus e para as almas, porque vives só a vida de Cristo, a vida mais imitadora, a cópia mais fiel de Cristo crucificado, de Cristo Redentor. Continua, continua a tua missão: bem curta que ela vai ser agora aqui na terra, mas vais continuá-la no Céu. Aqui, pedindo e sofrendo; lá, pedindo e amando.

Acode, acode às almas e previne-as, avisa-as: a justiça não demora, o castigo aproxima-se. Avisei, avisei, esperei, esperei, pedi como mendigo da terra ora-ção, penitência, emenda de vida.

Não desanimes em pedires, em sofreres com alegria e amor. Haja o que hou-ver, venha o que vier, é sempre de utilidade e salvação para o mundo cruel e ingrato.

Recebe agora a gota do meu sangue ; é sangue de vida, é sangue de amor ; é gota que te leva a paz, a Minha divina paz.

Coragem, fica na cruz. Vêm os Anjos cheios de amor apertar-te os cravos.

— Obrigada, meu Jesus. Bem os vejo baterem as asas, asinhas brancas. Não me batem os cravos com crueldade, mas sim com doçura e carinho.

Obrigada, obrigada. Atendei aos meus pedidos, às minhas grandes intenções que tenho presentes, tomais conta delas, meu Jesus. Confio em Vós.

— Sim, Minha filha, podes confiar. Vai em paz e leva o meu amor que é a força e a alegria da tua cruz.

— Obrigada, obrigada, meu Jesus.

Sentimentos da alma: 4 de Janeiro de1952 – Sexta-feira

terça-feira, dezembro 01, 2009

A ESPIRITUALIDADE DA ALEXANDRINA

A nossa colaboradora, Paulette Leblanc, francesa reformada da função pública, acaba de nos enviar um trabalho muito interessante sobre a espiritualidade da Beata Alexandrina de Balasar.
Trata-se de um longo trabalho onde ela mostra os seus conhecimentos, não só sobre a vida da Beata, mas também sobre a teologia ascética e mística.
Não nos foi possível traduzi-lo — ao menos por enquanto — em português, mas para aqueles que conhecem a língua de Molière, convidamos que visitem o Blogue francês sobre a nossa querida Beata, onde foi começada a publicação desse interessante trabalho.

http://alexandrina-de-balasar.blogspot.com/

Não é a primeira vez que a Paulette escreve sobre a Alexandrina de Balasar, visto que há pouco tempo a Associação Alex-Diffusion publicou uma curta biografia da Beata Alexandrina escrita pelo mesmo autor.
Quando nos for possível, iremos traduzir para português esse interessante trabalho, esperando que ele possa servir a um melhor conhecimento da vida espiritual da “Santinha de Balasar”.

Afonso Rocha

terça-feira, agosto 11, 2009

TESTEMUNHOS VIVOS

No recente número do Boletim de Graças vêm três testemunhos notabilíssimos.
O primeiro é o dum sacerdote. Ordenado em Julho de 1955, foi visitar a Alexandrina em Setembro (ela morreria em Outubro). Sem que ele ainda soubesse que estava nomeado para pároco, a Beata, que o não conhecia e sem ninguém lhe dizer sequer que ele era padre (ele não trazia vestes de sacerdote), anunciou-lhe que ele ia ser brevemente pároco e iria enfrentar situações difíceis que teria de tratar em tribunal, mas que não receasse. Passados mais de 50 anos, este pároco confirma que tudo decorreu como lhe fora predito e que sentiu sempre Deus estava com ele.
Outro caso é o duma mãe cuja jovem filha se afastara da prática religiosa, como acontece com tão grande parte da juventude. Depois de a trazer a Balasar, a jovem retomou a prática religiosa com toda a determinação. Vejam-se algumas palavras dela:
“Hoje despedi-me de Balasar e todas as dúvidas sobre a fé, que me atormentavam, desapareceram; aprendi a ser paciente e tive a graça de sentir a luz do Espírito Santo a entrar dentro de mim (…)”.
O último testemunho a que nos referimos é duma grávida a quem os médicos diziam que a menina que trazia no ventre iria ser deficiente e por isso a aconselhavam a abortar. Esta mulher resistiu à sugestão assassina e pediu a intercessão da Beata Alexandrina. Apesar da gestação ter sido difícil, a menina nasceu inteiramente sã.
Que poderá esta criança, quando for adulta, dizer aos tais médicos que propunham que a mãe lhe provocasse a morte?

José Ferreira

quarta-feira, junho 10, 2009

ESTATISTICAS DE MAIO 2009

Caros visitantes,

Queremos agradecer à vossa fidelidade quanto ao sítio francês da Beata Alexandrina.
Efectivamente sois cada vez mais numerosos et mais diversificados, o seja de um maior número de países. Vejam:
O Sítio recebeu a visita de Internautas de 72 países diferentes, o que é, para o sítio em referência, um excelente resultado.

No “Top 10” que instauramos, encontramos a França em primeiro lugar, com 43,08% de visitantes. Logo a seguir, encontramos Portugal com 17,61% seguido do Brasil com 12,90% de admiradores da Beata Alexandrina.

Que a França esteja em primeiro lugar, compreende-se, visto que uma grande parte do Sítio é composta por artigos e outros escritos em Francês. Este facto acentua-se ainda mais se dissermos que no 5º lugar encontramos o Canada (3,20%), logo seguido no 6º lugar pela Bélgica (2,67%), países onde se fala a língua de Molière. Encontramos, pela mesma razão, pensamos nós, mais adiante, no 8º lugar a Suíça (1,53%) e no 9º a Costa do Marfim (1,24%). Quanto à Inglaterra, não sabemos bem porque razão, ocupa o último lugar com apenas 0,65 % de visitantes.
Para que seja completa esta enumeração, devemos dizer que à Itália, com 2,07% de visitantes, ocupa o 7º lugar.

Uma vez mais agradecemos o vosso interesse, não pelos nossos esforços em vos oferecer o máximo de novos textos, mas pelo interesse que manifestais à Beata Alexandrina, à qual pedimos que vos ajuda a todos e que interceda por vós jun to do Senhor que ela tanto amou e ama.

O Webmaster.

quinta-feira, maio 07, 2009

NOVO VIDEO

O nosso amigo Wendell, grande admirador da Beata Alexandrina, acaba de publicar um novo video
Tomando como base os escritos da Beata e numa canção que ele intitulou “Dai-me fogo, dai-me amor”, ela conta o sente por ela.
Não podemos silenciar esta bela iniciativa, nem podemos deixar tão pouco de o felicitar.
***

quarta-feira, maio 06, 2009

LIVROS EM FRANCÊS

Caros amigos da Beata Alexandrina,

Eis uma boa notícia para os leitores de língua francesa:
A Associação Alex-Diffusion cujo fim é aquele de fazer conhecer “a vida e as obras da Beata Alexandrina”, recebeu da parte de um dos seus aderentes uma oferta suficiente para mandar imprimir duas biografias da Beata.
Diga-se a verdade: desde há muitos anos que já não se encontrava à venda um só livro em língua francesa falando da Alexandrina. Ficará assim essa falta remediada.
Os livros que vão ser impressos em Portugal, pela Gráfica de Amares, são os seguintes:

UNE VICTIME DE L’EUCHARISTIE (208 páginas)
(Uma vítima da Eucaristia)

Esta biografia, como é sabido, foi escrita pelo Padre Mariano Pinho, SJ, primeiro Director espiritual da Beata.
O segundo, menos volumoso, foi escrito por uma das colaboradoras dos Sítios Web ligados à Alex-Diffusion, a senhora Paulette Leblanc e tem por título:

ALEXANDRINA DE BALASAR (100 páginas)

Nós pensamos que estes livros estarão prontos para o próximo mês de setembro e serão propostos a preços interessantes que nós comunicaremos mais tarde, quando todos os orçamentos estivem feitos definitivamente.
Esperamos que os leitores franceses (ou de língua francesa) sejam numerosos a encomendá-los, porque não pudemos ir mais longe do que 1 000 exemplares de cada, atendendo ás finanças de que dispõe a Associação.
Aqueles que o desejarem, podem desde já reservar os exemplares que desejarem, tendo em conta estas duas informações:
a) Não será possível enviá-los antes do fim de setembro;
b) O preço do mais volumoso não ultrapassará 15€
Para reservar, bastará enviar um Mail ao endereço que segue:

Não esquecer de nos indicar o endereço.
Façamos tudo o que está ao nosso alcance para que a Beata Alexandrina seja cada vez mais conhecida no mundo inteiro.

sábado, maio 02, 2009

BOA NOTICIA

As relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque

A notícia sobre o que se passou ontem em Balasar ocupa o espaço principal da primeira página do Diário do Minho de hoje, sob o título de “Número crescente de devotos exige novo templo em Balasar”.
Vejam-se algumas das informações que lá se contêm:
“Recentemente, foi inaugurada uma via-sacra no terreno contíguo ao centro pastoral com a particularidade de cada estação possuir uma cruz em que está incrustada uma pedra da calçada do palácio do sumo-sacerdote Anás, contemporâneo de Jesus”.
“Foi também criado um espaço de convívio para doentes e idosos de Balasar e que, diariamente, é frequentado por cerca de 30 pessoas. A animação do grupo é da responsabilidade de Rita Marins, uma técnica de animação social”.
“Entretanto, está em curso a constituição da Fundação Alexandrina de Balasar, uma entidade que vai gerir tudo o que esteja relacionado com a causa da devoção à beata”.
Muito merecedora de atenção foi ainda a notícia de que as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, que vão estar em Braga a partir de Maio próximo, no Mosteiro da Visitação, e vão depois para a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, da Póvoa de Varzim, passarão, no dia 14 de Junho, alguns momentos em Balasar.

sexta-feira, abril 17, 2009

V ANIVERSARIO DA BEATIFICAÇÃO

PROGRAMA

Cinco anos já!...


No próximo dia 25 de Abril, será celebrado em Balasar, sua terra natal, o 5º aniversário de beatificação de Alexandrina Maria da Costa que ali nasceu a 30 de Março de 1904 et ali igualmente entregou a Deus a sua bela e pura alma, no dia 13 de Outubro de 1955, dia aniversário da última aparição da Virgem Maria em Fátima.
Será um dia não só consagrado a este feliz aniversário mas também dia consagrado à Eucaristia, a “folia” da Beata Alexandrina.
Balasar, por causa da Beata Alexandrina, tornou-se um centro eucarístico notável onde a adoração ao Santíssimo Sacramente é perpétua.
É bom lembrar igualmente que a Beata Alexandrina é considerada pela Congregação para o Clero, como uma “mãe espiritual”, mãe que deu origem a outras “mães espirituais” que em Balasar, tomam sobre elas o que é necessário para a santificação de certos sacerdotes, pelos quais elas oram e oferecem quotidianamente.
Balasar merece na verdade o título de “Terra Eucarística”.


Esperamos que sejais numerosos em Balasar, para celebrar mais um aniversário da beatificação da nossa querida Alexandrina.

segunda-feira, março 30, 2009

ALEXANDRINA E A PAIXÃO II

A Paixão na Alexandrina

O fenómeno da Paixão de Jesus na Alexandrina verificou-se durante 17 anos: de 1938 a 1955, ano da sua morte.
Neste longo período de tempo é necessário distinguir duas fases, durante as quais o fenómeno se manifestou com características diferentes. Classificaremos respectivamente de “participação física” e “participação interior” estas duas formas ou maneiras de o fenómeno se manifestar, para facilidade de denominação; frisamos, no entanto, que a Paixão é substancialmente única, pois abrange ao mesmo tempo sofrimentos do corpo e da alma, físicos, morais e espirituais, inseparáveis.
1.ª Participação física
No primeiro período, desde 3 de Outubro de 1938 a 27 de Março de 1942, o fenómeno dava-se em dias e horas fixas: das 12 às 15 horas de cada sexta-feira. A Alexandrina revivia, umas atrás das outras, as várias fases da Paixão, desde a agonia no Horto até à morte, em estado de êxtase. Os seus sentimentos e as suas reacções às dores exteriorizavam-se através de atitudes, gestos, expressões do rosto e do corpo todo, facilmente interpretáveis por quem podia assistir ao fenómeno. [1]
O seu primeiro director espiritual, P.e Mariano Pinho, S. J., deixou escrito a esse respeito:
«Nós presenciámos ao vivo o desenrolar-se do drama da Paixão, embora não fossem visíveis os estigmas, porque a Alexandrina pedira ao Senhor que nada aparecesse exteriormente. A Paixão foi violentíssima e as pessoas presentes choravam e soluçavam perante aquele espectáculo visibilíssimo de sofrimento» (Cfr. Cristo Gesù in Alexandrina, pág. 730).
Mons. Mendes do Carmo, professor de mística no Seminário da Guarda, afirmou: «É um anjo crucificado!».
A professora primária de Balasar, D. Maria da Conceição (Sãozinha), e outros testemunharam: «Sentíamo-nos transportados em espírito aos vários sítios da Paixão de Jesus. Ninguém conseguia acompanhar aquelas cenas sem se comover».
A irmã da Alexandrina, Deolinda, numa carta dirigida ao P. Pinho, refere-se assim ao fenómeno da Paixão de 7-4-1939:
“Ai, meu Padre, o que foi o dia de Sexta-feira Santa! É bem sexta-feira de Paixão! Antes de princi­piar, oh, como se via nela cara de aflição! Ela temia passar este dia! E dizia-me: Ai, se eu vejo este dia passado!...
“Eu confortava-a quanto podia e acariciava-a, apesar de estar eu também cheia de medo e muito aflita.
“Durante a Paixão, eu não podia passar sem chorar e vi correr lágrimas pelas faces de quase todos os assistentes. Que espectáculo tão comovedor!
“A agonia do Horto foi muito demorada e aflitiva... Ouviam-se gemidos muito profundos e por vezes via-se soluçar.
“Mas a flagelação e coroação de espinhos, isso é que foi! Os açoites foram tomados de joelhos, com as mãos (como que) atadas. Eu cheguei-lhe uma almofada para debaixo dos joelhos, e ela retirou-se dela, não quis. Tem os joelhos em mísero estado. Os açoites não tinham conta! Levaram tanto tempo! Ela desfalecia tanto! Os golpes na cabeça (com a cana na coroa de espinhos) foram também inumeráveis.
“Vomitou por duas vezes durante a Paixão: era água, porque mais nada tinha que vomitar.
“O suor era tanto, que os cabelos estavam empastados e, ao passar-lhe a mão por cima de toda a roupa, ficava molhada.
“Quando acabou a coroação de espinhos, ela parecia um perfeito cadáver.
“O Sr. Cónego Borlido veio assistir com mais duas pessoas. Também veio o Dr. Almiro de Vasconcelos (de Penafiel) com a esposa e a irmã, D. Judite».
A propósito do peso da cruz que oprimia os ombros da Alexandrina durante a fase da subida ao Calvário, referimos o seguinte episódio. No decorrer da Paixão do dia 29-8-1941, o médico assistente da Alexandrina, Dr. Manuel Dias de Azevedo, convidou um dos sacerdotes presentes a levantar do chão a vidente que jazia prostrada sob o peso da cruz (mística). Prontificou-se o mais robusto; pegou-lhe sob os braços, mas os seus esforços foram baldados. E confessou: «Apesar de toda a minha força, não consigo!».
Nessa altura, a Alexandrina pesava cerca de 40 quilos!
Na fase a seguir, quando o Cireneu carregou com a cruz, o Dr. Azevedo convidou o mesmo sacerdote a erguer a Alexandrina, o que ele fez sem o menor esforço. A explicação é evidente: antes, os pesos eram dois; da segunda vez, tratava-se apenas do peso da vidente.
Noutra ocasião, durante o fenómeno em estado de êxtase, o P. Pinho impusera-lhe que dissesse quanto pesava a cruz. A Alexandrina respondeu, em atitude muito grave: «A minha cruz tem um peso mundial».

[1] Só eram admitidas poucas pessoas, devidamente autorizadas: médicos, sacerdotes, além dos familiares mais íntimos.

domingo, março 29, 2009

ÁS GENTES DE LINGUA PORTUGUESA

SUPLANTAR OS FRANCESES



Caros amigos,
As estatísticas deste começo de ano indicam, no Site Alexandrina de Balasar (o mais antigo e de maior afluência), os números seguintes (até ao fim do mês de Fevereiro 2009):
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França: 43, 59%
Portugal: 14,88%
Brasil: 10, 24%
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É normal (falando em absoluto) que o Site estando situado em França e sendo maioritariamente em língua francesa, sejam estes os mais numerosos a visitá-lo. Todavia, o Webmaster do Site desejaria que esta situação se invertesse e que fossem os portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos et outros mais de língua portuguesa os primeiros a figurar nesta lista.
Para isso, vai incluir um maior número de páginas na língua de Camões e de Vieira, de maneira a suscitar o interesse de todos aqueles que falam e lêem português exclusivamente.
Precisamos de si, da sua ajuda e da sua colaboração.
Numerosos são os sites brasileiros, que falam já da Beata Alexandrina, tais como a Toca de Assis, a Comunidade Servir... Mas seria necessário que muitas outras comunidades e sites o fizessem igualmente e, nós pensamos aqui nos sites brasileiros da Revista Catolicismo, com a qual entretemos excelentes relações, os sites Pai de Amor, Edicões Paulinas, Recados do Aarão, Cade meu Santo, Universo católico, Canção nova e muitos mais.
Somos apenas dois a ocuparmo-nos do nosso Site, por isso, nem sempre está em dia como o deveria, sobretudo depois da popularidade — Deus seja louvado – que adquiriu junto dos milhares de pessoas que quotidianamente o visitam.
Como ajudar-nos?
Nós não pedimos dinheiro, porque damos gratuitamente aquilo que gratuitamente recebemos, mas pedimos que nos deixem publicar certos textos dos vossos sites ou blogues; que nos enviem textos para serem publicados; notícias sobre a Igreja local, onde quer que estejais e, nós pensamos aqui particularmente à Igreja Católica na Índia, da qual temos poucas notícias, infelizmente.
Uma coisa é certa, o Webmaster do site só se sentirá feliz quando os primeiros lugares da “classificação” forem ocupados por países de língua portuguesa.
Abril vai chegar e com ele o começo deste desafio que é simples:
De Abril a Junho deste ano, a classificação terá que modificar-se.
O Webmaster vai a Balasar em Julho e conta convosco para depositar sobre a campa da Beata Alexandrina a lista dos Sites que aderirem de alma e coração a este simpático desafio.
Em Agosto, tereis a resposta.
Portanto, não esperai por amanhã, começai já hoje, enviem os documentos para:
Um grande abraço a todos.
Beata Alexandrina, rogai por nós.

Afonso Rocha, Webmaster.

ANIVERSÁIRIO

FELIZ ANIVERSÁRIO ALEXANDRINA

A Beata Alexandrina Maria da Costa nasceu a 30 de Março de 1904 em Gresufes, paróquia de Balasar.
Claro que não podemos esquecer esta data e desejamos à “Flor Eucarística” um feliz 105º aniversário no Céu, junto do Esposo que ela tanto amou e da Mãezinha que ela amava ternamente.

Na composição fotográfica podem-se ver, sua mãe, Ana da Costa e o crucifixo que ainda hoje se encontra ao lado do seu leito. Foi este crucifixo que lhe foi roubado pelo “manquinho” e que só bem mais tarde foi encontrado enterrado no quintal.

terça-feira, março 24, 2009

ALEXANDRINA E A PAIXÃO - 1

A vocação do cristão é participar na Paixão de Cristo.

Neste período de Quaresma, pareceu-me judicioso falar da "Paixão de Jesus em Alexandrina". Para falar desse facto, ou melhor desse carisma, ninguém mais indicado e mais perito do que o seu segundo Director espiritual, o sacerdote salesiano Padre Humberto Pasquale.
O texto que a seguir se pode ler é da sua autoria, assim como os próximos que irei publicar sobre este tema.
***
O convite que Jesus dirige ao homem para que se torne Seu discípulo implica a participação e a conformação com a Sua Paixão (Mt. 10, 16), a fim de estabelecer uma relação de semelhança entre Mestre e discípulo (Mt. 10, 24).
A inserção n’Ele como sarmentos na videira (Jo.15,4), bem como a necessidade de permanecer no Seu amor, significam que se deve observar a Sua palavra, tal como para Ele permanecer na palavra do Pai quer dizer realizar essa mesma palavra, isto e, a vontade divina que Lhe impõe oferecer a Sua própria vida pelo rebanho (Jo. 10, 17).
Segundo o ensinamento de Cristo, portanto, verdadeiro discípulo é aquele que revive em si o mistério da morte de Jesus, ou antes aquele que recebe Cristo em si mesmo para reviver a Sua Paixão.
Foi assim que o apóstolo Paulo compreendeu e viveu o mistério de Cristo. O Evangelho está todo aqui. «Nós pregamos a Cristo crucificado». (1 Cor. 1, 23).
A vida de S. Paulo é toda ela uma reprodução viva da existência terrena de Cristo.
«Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo» (Gal. 6, 14). «Trazemos sempre no nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste no nosso corpo» (2 Cor. 4, 10).
E o mesmo apóstolo sente-se cravado na cruz: «Estou crucificado com Cristo! Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim» (Gal. 2, 19).
Na sua ânsia de perfeição, S. Paulo só deseja conhecer a força da Paixão do Senhor, como também da Sua Ressurreição, e permanecer configurado com a Sua Morte (Fil. 3, 8-11).
«Pelo Baptismo sepultámo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhe­mos nós também numa vida nova» (Rom. 6, 4), isto : «Tornamo-nos com Ele num mesmo ser por uma morte semelhante à Sua» (Rom. 6, 5).
Na vida cristã, portanto, quando ela atingir todo o vigor da sua floração, haverá forçosamente que se manifestar também esta assimilação com a Paixão de Cristo, com a mesma evidência com que se manifesta a vida da graça, ou seja a presença de Cristo na alma.
Por isso, se essa plenitude é portadora de experiência em razão de uma certa conaturalidade também Cristo crucificado será a grande realidade da experiência cristã.
O próprio Jesus falou da presença do Seu Espírito, quando os discípulos forem chamados a dar-Lhe testemunho pela paixão e pela morte (Mt. 10, 20).
A palavra de Jesus é confirmada por toda tradição cristã.
S. Inácio de Antioquia escreve: «Pela cruz, na Sua Paixão, Cristo vos convida a todos vós, Seus membros. A cabeça não pode viver separada dos membros» (Trall. 11, 2).
A hagiografia cristã é rica de testemunhas da presença de Cristo na vida dos fiéis, sobretudo como triunfador do sofrimento e da morte.
Na longa lista dos místicos cristãos não são poucos os que reviveram de forma eminentemente realística o drama da Paixão de Cristo no seu espírito. E é graças à sua experiência da presença de Deus e da Sua acção nas almas místicas, que a teologia conhece as relações íntimas entre as Pessoas Divinas da Trindade e a Sua acção nas almas. [1]

[1] Adalbert Hamann
La Trinità nella vita Cristiana, Queriniana, Brescia (Itália), pág. 183.

segunda-feira, março 23, 2009

AGRADÁVEL SURPRESA


Descobri com grande prazer a presença, como seguidor do meu Blog, a Toca de Assis que não me é desconhecida, bem pelo contrário: tive a honra de a acolher no sítio oficial da Beata Alexandrina, do qual sou o Webmaster.
Que aqui fique dito: se este Blog pode contribui ao vosso desenvolvimento e a vos tornar mais conhecidos, ele é também vosso.
Proximamente (depois da Páscoa que vou passar perto de Balasar), prometo escrever mais algumas linhas sobre vós.
Uma saudação muito especial ao Pe. Roberto José Lettieri.
Também não quero esquecer aqui aquelas irmãs que em Balasar são verdadeiras apóstolas da Eucaristia e participam activamente na adoração perpétua na igreja paroquial onde se encontram os restos mortais da Beata Alexandrina.

domingo, março 22, 2009

UM LINDO VIDEO

Um nosso amigo brasileiro – o Wendel – teve a excelente ideia de fazer um vídeo sobre a Beata Alexandrina.
O seu trabalho é de óptima qualidade e as imagens bem escolhidas, tantos aquelas que dizem respeito à Beata como as outras que "alimentam" o dito vídeo.
Temos o prazer de o apresentar aqui e, seria bom e simpático que aqui deixassem os vossos comentários que de seguida lhe serão remetidos.
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terça-feira, março 10, 2009

ESTATISTICAS DE FEVEREIRO 2009

Comentário

Quando comparamos as estatísticas de Fevereiro de 2009 com aquelas de Janeiro do mesmo ano, notamos que o Brasil baixou sensivelmente e que Portugal aumentou as suas vistas de 0,33%.
Durante o mesmo período, os Estados Unidos subiram um pouco (quase 1%) e que a Alemanha, aumentando também a sua porcentagem, deixou o quarto lugar que ocupava em favor da França, não sem ter aumentado o seu número de visitas, que vai num movimente ascendente muito interessante, sobretudo desde que o nosso amigo e colaborador, Raul Gonçalves tomou a responsabilidade de todas as páginas em alemão. Parabéns a este nosso colaborador que soube erguer bem mais alta a bandeira do país que viu nascer Maria do Divino Coração, Teresa Neumann, Ana Catarina Emmerick e alguns santos mais que engrandecem a Igreja universal, sem esquecer o nosso bom e santo Papa, Bento XVI.
No sexto lugar voltamos a encontrar a Itália que, apesar de ter aumentado a sua porcentagem, continua na mesma posição.