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terça-feira, junho 08, 2021

VEM PARA OS MEUS SACRÁRIOS

Caíram tantas almas no inferno!


— Filha, filha, ó minha querida filha anda passar a noite comigo nos meus sacrários: anda consolar o teu Jesus. Anda com a tua reparação curar as minhas chagas que estão tão vivas! Fui hoje tão ofendido! Caíram tantas almas no inferno! Cortei-lhe o fio da vida antes do tempo marcado por não as poder sofrer mais.

Eu ofereci a Nosso Senhor todo o meu corpo para Ele crucificar pelo seu divino amor para a salvação das almas; e dava-lho de tão boa vontade como Ele se deixou crucificar por meu amor. (Alexandrina Maria da Costa: Carta ao Padre Mariano Pinho: 06-06-1935)

quinta-feira, maio 27, 2021

VI UM SACRÁRIO À MINHA FRENTE

A portinha estava fechada


Foi no dito dia 27, que era sábado, e eu sem poder rezar redobrava o meu esforço por lhe estar unida na Eucaristia longe de pensar receber dele tão depressa a recompensa. Jesus, eu toda para vós e vós todo para mim. Eu quero estar sempre unida a vós em todas as prisões de amor. Que maravilha! De repente, à minha frente vi um sacrário. A portinha estava fechada, mas por todas as frestazinhas da porta do sacrário saíam numerosos raios dourados; davam toda a luz e todos eles vinham bater e repousar no meu pobre peito. Não foi uma ilusão minha, pois nunca pensei Jesus pagar com tanta generosidade o meu grande esforço. (Alexandrina Maria da Costa: 06-06-1942).

terça-feira, maio 25, 2021

NOVO LIVRO

Fulgores do Sacrário


O nosso amigo Pedro Sinde continua “enamorado” da Beata Alexandrina Maria da Costa e por isso mesmo nos proporciona esta “viagem” aos sacrários que a Beata de Balasar tanto amou, compondo mesmo um dos mais belos hinos às “moradas” de Jesus na terra.

Com humildade e um amor evidente ele explica logo de início não querer “inventar nada”, mas propor um “caminho simples”, «caminho este que foi explicitado para nossos tempos pela Beata Alexandrina Maria da Costa, em que se inspira este livro».

Ao longo de 156 páginas ele nos leva pela mão e nos propõe esse “caminho simples”, fixado nos sacrários das nossas igrejas, agora tão abandonados por nós.

Ele nos afirma, nas páginas 12 e 13, por exemplo, que «aquilo que é necessário para trilhar este caminho é, de facto, bastante simples: um homem e um sacrário. E aqui temos tudo: a criatura e o Criador; e nesta criatura temos, de certa forma, todas as criaturas, então, temos toda a criação. Assim, no sacrário, pela mediação do homem, toda a Sua criação. Não é possível nada mais simples, nem nada mais completo do que isto».

E é verdade! No sacrário temos tudo e esse TUDO é o próprio Jesus, que, como disse a Beata Alexandrina, queria ir para o Pai mas ficar connosco e ficou, no Sacramento da Eucaristia que Ele instituiu na noite “do maior amor”, na “noite mais santa”, na noite em que foi entregue.

A leitura deste belo livro não deixará ninguém indiferente.

segunda-feira, maio 24, 2021

Ó MEU JESUS NÃO ME ABANDONEIS

Sinto-me abandonada de todos


O fiozinho da vida divina que estava ligado ao meu coração, apesar de sentir que o não tenho, ainda está ligado ao lugar onde ele habitava. Sinto que ele está a cada momento a querer quebrar. A fúria da horrenda tempestade dá-lhe todos os abalos. Do pequenino lugar que ocupava o meu pobre coração sai, de longe a muito longe, umas escassas gotas de sangue. Agora é que eu sinto quanto a pobre Humanidade necessita dele; toda ela sequiosamente o quer sugar. Ó meu Jesus, não abandoneis a pobrezinha que sempre em vós confiou e confia. Apesar de tudo sentir perdido por entre as trevas, é de vós que tudo espero.

O demónio quebrou todas as cadeias que o prendiam, caiu sobre mim. Luto sozinha, combato a sua raiva. Ó minha querida Mãezinha, tiram-me o meu Paizinho nestes tristes dias em que eu mais precisava dele.

Sinto-me abandonada de todos a não ser quando mo dais milagrosamente para conforto da minha alma; o que tão raras vezes acontece. Perdoai a todos os que me ferem, perdoai tanta cegueira; eles de mim estão perdoados. No lugar do meu coração já não cabem mais espadas; tenho sofrido por todos os lados, tenho recebido sofrimentos de quem menos esperava. Ó meu Jesus, para todos o vosso perdão, o vosso amor e a vossa compaixão. Purificai, santificai, abrasai no vosso divino amor e levai para junto de vós sem demora a vossa filhinha agonizante. (Alexandrina Maria da Costa: S. 24-05-1942).

quinta-feira, maio 20, 2021

A COROA DA ALEXANDRINA…

Até os próprios sacerdotes


Jesus convidou-me para os sacrários abandonados para me entristecer com Ele e para reparar tanto abandono. Deixam-no sozinho e vivem como se Ele não existisse. Até os próprios sacerdotes, a quem Ele deu o poder de transformar o pão no seu divino corpo, até eles o esqueciam e o ofendiam. Disse-me, também, que cada vez que me oferecia aos sacrários, me eram aumentados muitos graus de glória no Céu; que quando eu lhe pedia o aumento do seu divino amor, me era embelezada, de dia para dia, a minha coroa no Céu e que Ele mesmo ma preparava (Carta ao Pe. Mariano Pinho: 14-09-1934).

segunda-feira, maio 17, 2021

QUERO SALVAR O MUNDO

Tenho de sofrer e agonizar


Por vezes o fogo que sinto em meu coração parece nunca mais se apagar. E o que quero fazer? O que tenho a fazer? Nem eu sei. Quero salvar o mundo, quero ver este fogo incendiado na terra para atingir todos os corações. Parece que ando louca a bater à porta de todos a convidá-los a deixarem o pecado, a amarem só a Jesus. Tenho de ver, tenho de fazer nascer um mundo novo, um mundo puro, um mundo do céu. Tenho de sofrer e agonizar por ele, tenho de morrer nas trevas para dar luz. Oh! e como eu caminho para elas! Obriga-me o amor, só o amor. Continuam em mim os olhares que não me pertencem. Além das atracções têm tantos enleios! Que confusão a minha! E o sorriso dos meus lábios também não é meu. Parece-me um sorriso que tem braços para abraçar eternamente e bálsamo para curar todas as chagas. Não sei, não sei o que se passa em todo o meu corpo. O que está nele não me pertence. Estes enleios, ternuras, prisões, doçuras e amor nada têm que ver comigo, nada têm que atribuir a mim, este corpo não é meu, esta vida minha não é. Tudo se passa nas minhas trevas. Se eu soubesse exprimir! Se eu soubesse mostrar tudo isto para bem das almas e glória do meu Jesus, deixava de ser vítima, já não sofria. O céu não me falta, mundos e mundos vão ficando sobre mim. Eu a submergir-me cada vez mais na escuridão, abrasada em sede do amor de Jesus, em ânsias de Lhe dar almas. Não olho aos sofrimentos; caminho, caminho. Vejo tudo quanto me espera. Vou como ovelha muda que nada sabe dizer. Vejo a ingratidão, o sangue que tenho de derramar, o calvário e a morte. Sinto as almas que nele têm de ser banhadas. Fito os meus olhos no céu: venha o que vier, tenho que dar o céu ao mundo, tenho que comprá-lo com a moeda do meu sofrimento. (Alexandrina Maria da Costa: 17-05-1945)