15 de fevereiro de 2015

DURO TEXTO, POUCO CONHECIDO

PROFECIA ?…

Texto longo, a ler com a devida atenção, e o pensamento que a Misericórdia divina é infinita. É útil dizer que o mesmo texto não podia ser para os tempos da Beata Alexandrina – mesmo se a segunda guerra mundial começara no dia 1 do mesmo mês de Setembro –, visto que a par ela, sua irmã e o Padre Mariano Pinho, ninguém mais tinha conhecimento dos escritos dela. A pequena frase “então principiará um mundo novo”, prova o que acabo de dizer acima.



Nosso Senhor dizia-me:

— A minha divina Voz irada é o canhão que aterra as vítimas. Os males do mundo, os horrores, o castigo do pecado, é a minha vingança é a minha divina Justiça desarmada sobre a terra. Mas não temas, não é contigo, és inocente. Olha, quando a dor e a amargura vem pungir o coração humano procuram desabafar com aqueles a quem mais amam mesmo que não sejam culpados. O mesmo me acontece a Mim: sou o teu Jesus, venho desabafar contigo. Olha, escreve já ao teu Paizinho, quero que ele pregue mas que diga que sabe a certeza que foi Jesus quem o disse como se ele o tivesse ouvido dos meus divinos Lábios. Se não se fizer penitência, se não houver renovação no mundo, corações contritos e arrependidos, corações puros a principiar pelos meus discípulos de quem tudo esperava e são os que mais mal me servem, que vai ser tão grande o castigo, guerra, peste e fome que hão-de chegar os cristãos a comerem-se uns aos outros. Não pouparei aldeias, vilas nem cidades: todo o mundo será vítima do meu castigo. Tremenda vingança, que horas de angústia o esperam. Será quase como no tempo de Noé, e então principiará um mundo novo. Mas se fizer penitência e todo o mundo se renovar e se cumprir os meus divinos Desejos virá a paz. Não te assustes, não te aflijas. Condói-te da dor e amargura do meu divino Coração. Tem confiança: digo as coisas mais íntimas à minha crucificada mais predilecta.

Dada a importância do “aviso”, Alexandrina parece – não duvidar – mas ter um certo receio, por isso se interroga e interroga o seu Director espiritual, o Padre Mariano Pinho.


Peço e volto a pedir luz ao divino Espírito Santo para mim e para o meu Paizinho. Meu Deus, minha querida Mãezinha, eu não me quero enganar nem enganar ninguém. Permita-me, meu Paizinho, este desabafo; será verdade isto que eu digo? Não será ilusão minha? Ai, meu Jesus, meu Jesus, que medo eu tenho. Eu não Vos quero desgostar, compadecei-Vos de mim: bem vedes quanto isto faz sofrer. (Carta ao Padre Mariano Pinho, sj, de 6 de Setembro de 1939)

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