28 de junho de 2011

NÃO QUERO ENGANAR NINGUÉM

Tudo era noite...

Foi ao cair da tarde, já o sol estava quase a estender-se na noite, mas para mim não tinha havido sol nem dia: tudo era noite. O desânimo, o abatimento, a luta constante que sentia na minha alma eram quase insuportáveis. Meu Deus, antes o inferno do que perder-Vos! Que hei-de fazer a isto? Jesus, Mãezinha, valei-me, não me deixeis cair. Ó meu Deus, ó meu Deus, o Céu parece não existir. Continua a luta, e o tormento das dúvidas e de nada vale o meu brado pelos santos. Confio, Jesus, confio, Mãezinha, mas o tempo passa, para mim não há socorro, sinto abandono da terra e do Céu. Jesus, Jesus, pobre de mim! Não quero enganar-me nem enganar ninguém. Nova prova de amor de Jesus : veio Ele levantar-me do abismo das trevas e da morte. Toma-me em seus divinos braços, inclina-me ao seu divino lado, dá-me a beber o seu Sangue do seu divino Coração. Que maravilha! Que bondade infinita! Sentia o Sangue do Coração de Jesus passar para mim com toda a abundância. E Jesus, cheio de doçura, ia dizendo-me:
— “Coragem, minha filha, toma conforto. O meu divino Sangue, a minha Carne são o teu alimento e a tua vida.
Jesus encheu-me, ressuscitou-me, raiou o dia, brilhou o sol e aqueceu-me com os seus raios. Já o mundo nada podia contra mim. Oh! Como é bom Jesus, e que ingrata sou eu para com Ele!
(Beata Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma, 25 de Junho de 1944)

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