7 de abril de 2017

ESCONDE A TUA DOR, SORRI ALEGREMENTE !

No teu coração encontro mais bálsamo para o meu sofrer.


Nesta manhã, o meu coração ainda estava um pouco iluminado daquela luz que, ontem, Jesus lhe deu. Por essa razão, sentia-se mais confortada e tinha mais força para resistir a tanta dor. Chegou a hora de comungar. Não foi grande a preparação porque me faltavam muitíssimo as forças físicas. Esforcei-me, preparei-me o melhor que pude. Jesus baixou a mim. A Sua entrada no meu coração avivou-me mais a luz. Tinha a certeza de que era Ele. Depois de me bafejar todo o meu corpo interior e exterior, ficou avivado todo o meu sofrimento, e Ele disse-me:
— Estou deliciado, minha filha, no teu coração. Nestas delícias encontro mais bálsamo, fragrância para o meu sofrer. Com o meu hálito divino suavizei a tua dor. Neste coração abrasado de amor por fim encontro refrigério, posso descansar, que não sou ferido. Minha filha, minha pomba querida, sabes para que suavizei a tua dor com tanta luz e amor do meu Divino Coração? É para dar lugar a mais dor, é para que o teu possa ser mais ferido, é para que Eu possa receber e oferecer reparação a meu Eterno Pai por tantos e tão graves crimes, por tantos e horríveis sacrilégios que se cometem no mundo inteiro. Sofre, minha filha, esconde a tua dor, sorri alegremente, salva o mundo, que é meu, e é teu, porque to entreguei para o salvares”.
Não tive palavras para dizer a Jesus. Toda mergulhada n’Ele, sem ter um gozo completo, mas muito confortante, o coração parecia não saber dizer-Lhe outra coisa a não ser.
— Aceito, amo-Vos, meu Jesus.

*****

Veio a Mãezinha, trazia o Seu peito aberto. No centro, o Coração cercado de espinhos; por entre eles saíam uns raios de fogo que Ela fez passar para o meu. Mais forte com aqueles raios, sem Lhe pedir licença, atirei-me para Ela, arranquei-Lhe de uma só vez a sebe espinhosa que Lhe cingia o Coração. Fiquei com ela nas minhas mãos, e fiquei eu no regaço e nos braços da Mãezinha, e disse-Lhe:
— Mãezinha, Mãezinha, entrai e plantai Vós mesma no meu coração estes espinhos; quero sofrer a Vossa dor.
Ela assim o fez. Depois de os enlear, estreitou-me a Ela, e bafejou-me também. Em seguida acrescentou:
— “Eu serei minha filha, junto do teu calvário, o que fui outrora no Calvário do meu Jesus, junto à cruz. Sê sempre heróica e generosa, não negues nada a Jesus. As almas assim o exigem. Tu vives a Sua vida, Eu em ti vejo a Ele”.
Jesus aproximou-se e continuou:


— “Minha filha, sofrer por Mim é sofrer por minha Bendita Mãe. Amá-La a Ela é amar-Me a Mim. Dar-me almas a Mim é dar-Lhe almas a Ela. Foi com Ela e por Ela que Eu abri o Céu.” (Sentimentos da alma; 7 de Abril de 1951)

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