15 de abril de 2017

FELIZ PADRE HUMBERTO PASQUALE !

Ele é do número dos que vão para o céu sem penar no Purgatório


Que fogo no meu coração! Queima-me tanto, parece destruí-lo! Quanto daria eu, quanto sofreria eu para conseguir que este fogo me pertencesse e fosse fogo de amor a Jesus. Quero amor, quero amor. Quero amor para dar ao mundo, para que ele ame todo, só a Jesus. Pobrezinha, não tenho que lhe dar, não sei como conquistá-lo, não sei como entregá-lo a Jesus. Lá o vejo fugir, foge deste mundo para outro mundo predição. Eu fico de braços abertos e olhos no céu.
— Meu Jesus, como remediar este mal? Olhai o mundo que me destes, o mundo que me entregastes; olhai o mundo que é Vosso, só Vosso, Jesus. Dai-me o Vosso amor, só com ele poderei prendê-lo. Que ânsias tão grandes chegam da terra ao céu! Meu Deus, vejo as almas tão cheias de podridão! E os corpos a desfazerem de lepra, consequências do pecado. Que luz esta, que me obriga a ver tudo! Como está o mundo! E Vós, doce Jesus, o Vosso Divino Coração já não pode mais.
Lá estou entre o mundo e Jesus, para evitar que as maldades dos homens vão ferir mais o Seu Coração tão amante. Vêm bater a mim os açoites, os espinhos, todos os maus-tratos. Eu não O vejo, mas sinto como se Ele estivesse abatido, cheio de medo, e ver quando cai sobre Ele esta chuva de maldades. Que pena eu tenho de Jesus! Que agonia a minha por não poder fazer terminar o pecado! Sinto-O como um mendigo a tiritar de fome e de frio. A causa de tudo isto somos nós, é o pecado.
— Ó meu Deus, ó meu Deus, que grande é a minha dor por não poder aliviar-Vos, por não poder saciar a Vossa fome e aquecer-Vos ao calor do meu amor!
Nesta tarde, veio o demónio. Parece transformar-me a mim em demónio também. Maldito ele seja! Que inferno de maldade! Muito sorridente e a afirmar-me que eu tinha pecado, dizia-me, entre outras coisas, que eu era dele, estava nas mãos dele. Parece-me que ele me tapou a boca para eu não poder invocar o nome de Jesus e dizia-me: “chama por mim, ama-me”. Ao terminar o perigo tão horroroso, senti que podia mover os meus lábios e fiquei por muito tempo a repetir: “valei-me, Jesus, valei-me, Mãezinha”. E ele, mais ao longe, bailava e dizia: “chama-Os agora, desde que pecaste, desde que estás satisfeita”. Com uma gargalhada repetiu: “estás nas minhas mãos”. Veio o meu Jesus a confortar a minha alma.
— Não pecaste, minha filha, não estás nas mãos do demónio, mas sim nas minhas divinas mãos. Sempre te trouxe em meus braços, como a criancinha nos da sua mãe, meiga e carinhosa. Estiveste sempre nas minhas mãos nos perigos, estás sempre nas minhas divinas mãos nas lutas com o demónio e nelas estás na tua contínua imolação. Anima-te, continua a reparar. És mártir de dor, és mártir de amor, és mártir de toda a humanidade. Diz, minha filha, ao meu querido Padre Humberto que dele recebi muita consolação. É assim que eu quero: para acudir às almas vencem-se todas as dificuldades, suportam-se todos os sacrifícios. Como recompensa de tudo e prova do meu grande amor, diz-lhe que ele é do número dos que vão para o céu sem penar no Purgatório.

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