16 de setembro de 2011

SANTA UNIÃO

Os nossos corações ficaram unidos

― Meu Jesus, sinto-me pequenina, dia a dia me afundo mais. Vede quanto eu sofro, ao ouvir-Vos dizer tantas coisas. Vede quanto eu sofro, por não me recomendar dos meus defeitos, como Vós desejais. E vejo, meu Jesus, que nunca por mim me poderei tornar digna de Vós. O que hei-de eu fazer, meu Senhor, senão pedir-Vos com toda a alma e coração para que ponhais em mim toda a Vossa dignidade e depois dizer-Vos: descei, Jesus, já sou digna de Vós com o que é Vosso. Tende dó de mim ó meu bom Jesus; não sei o que hei-de fazer, não tenho forças para mais.
― Que grande meio Eu consegui, Minha querida filha, para te fazer sofrer. Nada temas, tem coragem! É verdade que te quero pura, pura só para MIM, para Eu mais poder aparecer, mas Eu encarrego-Me de suprir o que te falta; não te deixo resvalar. E tu, nessa ansiedade de em todas as tuas palavras, acções e de em todo o teu viver, seres pura, vais subindo, subindo, mais te aproximas, mais te unes a Mim. Fala, Minha filha, fala da vida interior, da vida íntima comigo, dá-a às almas, ensina-lhes esta vida íntima que tanto Me agrada, de que tu só sabes viver; é a gota do Meu Divino Sangue. Vem, deixa-Me unir o Meu Divino Coração ao teu.
Jesus tomou o Seu divino Coração, colocou-O sobre o meu, a gotinha do Seu preciosíssimo sangue caiu, mas Jesus não levantou do meu o Seu divino Coração; ficaram unidos o Coração de Jesus e o meu, como se fosse um só coração e Jesus continuou:
― Vais ficar por algum tempo nesta união; recebe de Mim toda a vida e conforto, bebe, bebe, saboreia este amor, sacia a tua sede; vai repartir, deixa-a transparecer a todos quantos de ti se aproximam, infunda-a nas almas, reparte, semeia. Fala-lhes da Minha bendita Mãe, do Seu amor, da Sua protecção, do quanto é necessário reparar o Seu Santíssimo Coração. É com ela que tu salvas as almas; sim, só as almas; os corpos já não contes, Minha filha. O mundo, o mundo, que ingrato, que cruel; perde-se, está louco, está louco a ofender-Me. Vai depressa para a tua cruz, para a cruz, que te espera, que é cruz de salvação. Dá-Me dor, dá-Me dor, dá-Me dor para morreres de amor.
― Dou-Vos dor, dou, meu Jesus; dou-Vos tudo quanto Vos aprouver pedir-me. Vou para a minha cruz, e vou contente; vou, mas vou ainda confiada. Quero as almas, quero as almas, mas, se puder ser também os corpos. Ó meu Jesus, sou a Vossa vítima. Sede comigo, e aceitai o meu eterno obrigada. Fiquei por muito tempo a sentir o Coração divino de Jesus, unido ao meu, e sentia-me mais forte.
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 20 de Junho de 1947 - Sexta-feira)

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