21 de julho de 2016

A TEMPESTADE CONTINUA

MIGALHAS


Continuo a sofrer dolorosa e amargamente ; mal sei explicar.
Não cabem em mim as ânsias que tenho que o meu Pai espiritual venha a tomar de novo a direcção espiritual da minha alma. Não sei porque tenho juntamente um susto, ummedo dele.
Ó meu Deus, que tormento tão doloroso ! Vai desaparecendo a vida da minha dor sem que ele me seja dado. O mesmo se dá com o médico, a quem tanto devo. Ansiosa de o ver sempre junto de mim, mas sempre assustada tanto dele como das pessoas que tanto amo. Sinto-me sozinha, completamente sozinha ; para mim não há amigos na terra.
A tempestade continua, são estes os sentimentos da minha alma. E eu, sozinha, ó meu Deus, só Vós podeis valer-me.

Mas, ai ! Pobre de mim ! Parece-me que mesmo Vós me abandonastes. O que mais virá, meu Deus ? Lanço os olhos pela janela do meu quarto... Estava de nuvens. Fitei nelas os meus olhares. Admirava a grandeza do Criador. Rasgaram-se essas nuvens et entre elas o azul do Céu. Não pude resistir a tanta saudade. Queria voar para lá, mas que distância entre mim e o firmamento (S. 08-09-1944)

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