23 de julho de 2016

NÃO OLHAM A MINHA DOR

No teu corpo cresceram açucenas…


— Minha filha, no teu corpo crescem açucenas tenras e viçosas, abrem as suas pétalas e com a aragem que passa estendem ao longe o seu perfume, vicejam em prado mimoso; fazem sombra ao mundo que te confiei. Ditosos todos aqueles que estão à sua sombra, ao teu abrigo se colocaram.

Causa espanto a tua vida, as minhas maravilhas em ti. Não há igual, porque igual não há ao teu sofrimento. Tu partes para o céu. Coragem, ele aproxima-se. Tantos te verão partir com amor e saudade e quantos com remorso e dor por terem sido causa do teu martírio, por terem servido de estorvo à minha divina causa, por tentarem encobrir ao mundo as minhas maravilhas em ti. Rastejam pela terra, não olham ao alto, não compreendem, nem procuram compreender a minha vida divina, apesar de eu em todos os caminhos lhes pôr um guia e uma luz. Fecham os olhos, deixam os guias, seguem caminhos errados. Que mágoa para o meu divino coração e que mal para as almas. Dou todas as graças, dou todo o remédio para as salvar, e tudo é desprezado, não olham à minha dor nem à minha divina vontade. (S. 16-02-1945)

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