22 de julho de 2016

ANCIOSA POR CONSOLAR JESUS

O meu coração dava estalos…


O meu coração dava estalos estrondosos, só a morte podia causar tão grande sofrimento. Ao meu brado de agonia, veio Jesus.

— Não pecas, não morres, minha esposa amada. A morte que sentes não é real, a tua morte dá a vida, vida de pureza, vida de amor. Se soubesses o valor desta reparação! Levanta-te, toma o teu lugar, sou o teu Jesus, tenho poder para o fazer, assim como tive poder para mandar levantar e caminhar os mortos.

Já nas minhas almofadas, Ele estreitou-me ao Seu Divino Coração, acariciou-me e beijou-me.

— Se o mundo conhecesse, minha filha, o que é a vida do amor divino!

Dito isto, senti-me sozinha, confortada, sim, e só em ânsias de consolar o meu Jesus, mas logo mergulhada num mar imenso de dor. De vez em quando a receber espinhos, que vêm cercar o meu coração, e continuamente a ser esmagada por desgostos e humilhações. Esperava receber um pouquinho de alegria, não por mim, mas por ver os meus contentes. Jesus não o permitiu, tirou-me a ocasião dessa alegria, desse bocadinho de consolação que eu queria sentir. Ao ver que Jesus me tirava tudo, não tive outras palavras a não ser repetir muitas vezes:

— Bendito seja o Senhor, a Sua santíssima vontade se faça.

Ó meu Jesus, aceitai a consolação e alegria que eu poderia sentir, seja ela consolação e alegria para Vós. Aceitai a alegria e aquele regozijo que eu poderia ver entre os que me são queridos. Seja tudo pela salvação das almas. (S. 13-02-1945.

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