21 de julho de 2016

CAMINHAR POR ENTRE ESPINHOS...

Ó Jesus, eu creio em Vós, confio em Vós !



Este pensamento [de trocar todas as alegrias pelas almas] vibrou dentro de mim, acendeu uns desejos mais firmes de caminhar por entre espinhos, banhada em sangue, só em sangue. Deu-me um conhecimento claro do que é Jesus e do que é o mundo. Meu Deus, levanto-me aqui para cair além. A luta continua. Sinto saudades da minha crucifixão das sextas-feiras, temo os primeiros sábados, temo qualquer dia ou hora, meu Jesus, em que Vos dignastes falar-me. Não será isto perfeito ? Tende pena, tende dó. Temo a minha fraqueza, temo vacilar, horroriza-me o sofrimento, mas confio em Vós. O meu querer é o Vosso, meu Jesus. Que estou aqui a fazer ? Não permitais que eu seja a desgraça das almas. Preocupa-me tanto dizer-se que só certas coisas são precisas para tranquilização delas. Ó Jesus, espero em Vós, confio em Vós. Sossegai a minha pobre alma. Passaram-se algumas horas. Ia alta, bem alta a noite. Tudo em casa estava em descanso, só a minha dor, a minha tremenda luta continuava. Veio de repente Jesus, estreitou-me em chamas de amor (S. 10-08-1944).

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