28 de julho de 2016

O AMOR OBRIGA-ME À DOR

Entrego-me a tudo…


— Mãezinha, sofro com as infelicidades de alguém que me tem ferido tanto. É tão grande a dor que sinto por saber que sofrem, entristeço-me por eles. Lá vem a morte para mim.
O que vejo em mim. O que sinto na minha alma. Que tristes recordações. Sinto e vejo os tormentos que me esperam. Sinto que sou apedrejada, as pedradas batem em meu coração. Sinto que me retiro do convívio das pessoas, fujo para a solidão para em silêncio poder chorar. Oh! quantas lágrimas de perda, oh! quantas lágrimas de vergonha por me ver revestida de todas as maldades e estar assim na presença do Eterno Pai.
O amor obriga-me à dor.
De lábios mudos, olhos cerrados, entrego-me a tudo, lá vou para a morte.
Uma chuva de espinhos cai sobre mim, o meu corpo vai ser um leproso. Mas estou de braços abertos com um terno sorriso e uma mansidão sem igual, escondendo o disfarce de tudo.

— Ai, meu Jesus, eu só queria para maior honra e glória Vossa saber dizer o que vai dentro em mim, o que sofrestes por nós. Ó que ternura, ó que bondade. O inocente, o inocente Jesus. (S. 08-02-1945)

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