31 de julho de 2016

CORRO ATRÁS DELE

A minha dor é infinita


O meu coração cuida dela (da seara), rega-a toda com o seu sangue, para mais fundo penetrarem as suas raízes.
Continuo a dar ao Senhor a reparação que penso ser Ele que ma pede. Custa-me tanto! É pavorosa a luta. Todo o meu ser é vício e é maldade. Todos os meus olhares têm o veneno dos mais horrorosos crimes. Gasto quase todos os momentos da vida a pensar a forma mais horrorosa e maldosa de satisfazer os meus criminosos desejos e a calcar aos pés a Lei do Senhor. A minha dor é infinita, e só com a graça d’Ele eu posso vencer tal sofrimento!

Ver o meu querido Jesus a fugir de mim, depois de eu O ter expulsado, e corro, corro atrás d’Ele, com a maior crueldade, a açoitá-Lo, a coroá-Lo de espinhos, a arrastá-Lo pelas cordas! Sou a carrasco mais bárbara. Calco-O com os meus pés, e parece que tento tirar-Lhe a vida. Jesus grita tanto com tal afronta! Eu nada digo de quanto O faço sofrer, de quanto O vejo sofrer! Mas, se eu soubesse exprimir aqui a dor que sinto que Ele tem e o quanto me custa descrever isto, que nada significa e nada mostra do que Jesus sofre, quanto bem podia fazer às almas. (S. 22-03-1952)

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