2 de novembro de 2011

ABRAÇA A CRUZ

Leva-lhes a Minha graça, leva-lhes o Meu amor.

Veio a Mãezinha, tomou-me para o Seu regaço, cobriu-me de carícias, queria abraçar-me e não podia por causa das espadas que tinha cravadas em Seu Santíssimo Coração.
― Quero estreitar-te a Mim, Minha filha, mas estas espadas mais ferem o Meu doloroso Coração.
― Fazei, querida Mãezinha ― disse eu e abracei-me a Ela ―, que essas espadas passem para mim e penetrem no mais íntimo do meu coração e da alma; não, não, querida Mãezinha, não Vos quero a sofrer assim.
Senti que logo se passaram para o meu coração e o penetraram bem fundo.
― Minha filha, alma heróica, já não sofro Eu, és tu a reparar o Meu Coração. Repara também sempre O do teu e meu querido Jesus. Pede a todos que amas para Me repararem também e fazer que seja reparado o Coração divino de Jesus. Leva-Lhe os meus carinhos, diz-lhes que os amo muito, diz-lhes que Jesus está triste com o mundo, diz-lhes que não cessem de implorarem do Eterno Pai o perdão; diz-lhes que nos consolem e façam que sejamos consolados. Leva-lhes a Minha graça, leva-lhes o Meu amor.
Veio Jesus, fez com a Mãezinha uma prensa de amor na qual me apertaram. Jesus continuou:
― A cruz, que te espera, Minha filha, abraça-a; não te entristeças; está à tua frente, beija-a por Meu amor. Dá-te às almas, cultiva as flores das tuas virtudes; os Anjos levam-nas, em braçadas, para o Céu, continuamente. O seu aroma fica espalhado pelo mundo.
― Obrigada, Jesus, obrigada, Mãezinha.

(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 4 de Outubro de 1947 - Sexta-feira)

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