5 de novembro de 2011

VEJO QUE TODO O MUNDO É NOITE

Jesus inclinou-me para Ele e acariciou-me.


― Vou, agora, dar-te a gota do Meu Sangue. Pela chaga bebeste amor e pelo tubo de oiro rompe das veias, do Meu Coração, para o teu a gotinha do Meu divino Sangue. É o sangue que te dá vida, é a vida do que to vives, é a vida que dás às almas, é o sangue que gera as virgens. Com toda a razão Eu posso dizer: minha esposa, virgem louca, Eu sou o Esposo das virgens. Oh! como Eu as amo, sobretudo como Eu te amo!
Quando o sangue de Jesus passou para mim, o coração cresceu, cresceu, levantou-me o peito, fiquei sem poder respirar; sem poder aguentar, parecia-me morrer. Jesus inclinou-me para Ele e acariciou-me.
― Coragem, minha esposa amada; toda a tua vida, toda a tua força dá-ta Jesus, vem-te do Céu. Confia, vives de Jesus e para Jesus, vives de Jesus e para as almas. Vai para a dor e para a cruz, sorri-lhe sempre, abraça-a sem temor. Coragem, coragem! É teu o mundo, são tuas almas, salva-as. Combate, minha heroína, combate e vencerás.
― Obrigada, obrigada, meu Jesus.
Vim para a cruz e não sei o que sinto. Vejo que todo o mundo é noite, que todo o mundo é revolto. Quero acudir-lhe, quero salvá-lo e não posso. Como é grande a minha dor! Quero levá-la com alegria. Jesus, vinde e vencei em mim.


(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 10 de Outubro de 1947 - Sexta-feira)

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