6 de abril de 2012

ÉS O CORDEIRINHO SACRIFICADO E IMOLADO

Levas a cruz, porque não posso levá-la Eu...

— Minha filha, loucura de amor pelas almas, loucura de amor por mim. És louca pelas almas à minha semelhança. Assemelhei o teu calvário ao meu. A tua vida é vida de Cristo, vive Cristo transformado em ti. Sobes o calvário, porque não posso subi-lo eu agora. Levas a cruz, porque não posso levá-la eu também. És o cordeirinho sacrificado e imolado, dás a vida na maior das agonias, porque agora não posso eu sofrer assim. É revestida de mim que sofres, é comigo que levas a cruz, é comigo que nela expirarás.
Por um grande intervalo de tempo, vi Jesus com a cruz aos ombros. Não O senti, vi-O. Mas eu era Jesus e era a cruz. Que cruz tão grande! E Jesus tão curvado debaixo dela; o Seu santíssimo rosto quase chegava ao chão.
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 16 de Fevereiro de 1945)

2 comentários:

Alphonse Rocha disse...

Estes trechos curtos, nesta Sexta-Feira Santa, têm um sabor particular, uma interpretação que nos liga directamente à Paixão do Senhor que hoje celebramos, no silêncio e na oração.
“Assemelhei o teu calvário ao meu”, diz Jesus à Beata Alexandrina, não para que ela não tenha dúvidas disso — ela sabe-o bem! — mas para que nós que agora lemos estes textos o saibamos e disso fiquemos convencidos.
A Paixão vivida pela Alexandrina, não era uma “Paixão” qualquer: ela vivia-a intensa e dolorosamente, como o provam os documentos da época. Alexandrina não somente sofre espiritual e fisicamente, mas ela “vê” o que se passa, sente na sua carne as dores do Crucificado e no seu coração humano, as angústias (como ela as pode suportar), do Cordeiro divino, o “cordeirinho sacrificado e imolado”.
Desde ontem senti que devia colocar aqui e nas páginas do Facebook estes trechos referentes à Quita e à Sexta-Feira Santa, estando persuadido que eles farão muito bem às almas daqueles “que se dão ao trabalho” de os lerem e, penso que sois numerosos a fazê-lo.
Que o Senhor, morto por nós e que Domingo ressuscitará dos mortos, vos ajude e vos abençoe a todos.
Afonso Rocha

Alphonse Rocha disse...
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