11 de abril de 2012

PEDE, PEDE, FILHINHA, ÉS PODEROSA !

A tua vida no céu será enriquecer o mundo

— Ó meu Jesus, já que na Vossa bondade e poder infinito me fazeis no céu assim poderosa, fazei que já na terra todos os pecadores que eu Vos nomear se convertam e sejam salvos.
— Pede, pede, filhinha, és poderosa. Lembra todos quantos quiseres ao meu Divino Coração. A tua vida na terra é fazer bem à mesma terra, nela espalhares o bem. A tua vida no céu será enriquecer o mundo, será orvalhá-lo com um orvalho de purificação e salvação. Ó que riqueza tenho para te dar no céu, para distribuíres para a terra. Já aqui, e depois, de lá incendiarás o fogo do meu divino amor. Escuta, minha filha amada, fulanos – e nomeou-mos – estão em perigo de se perderem. Estão tão cegos nas paixões! Ofendem-me tão gravemente, tão escandalosamente! Queres oferecer-me por eles alguma reparação, para eles se não perderem?
- Ó meu Jesus, eu quero oferecer-Vos tudo, para Vos consolar e para os salvar. Escolhei a reparação que quereis, dai-me a Vossa graça e força divina, com ela estou pronta para todo o sacrifício.
- Aceitas quinze ataques do demónio a mais do que terias de sofrer? Algumas noites sofrerás dois combates. Oferece-me cinco por cada um deles em honra das minhas divinas chagas. Desejava tanto que elas fossem mais amadas e mais amado fosse o meu divino Coração. Espalha, espalha, incendeia no mundo o meu divino amor. Aceita e oferece-me mais um combate em honra da chaga do meu sagrado ombro; oferece-ma pelo sacerdote. Concorreu tanto para ma aprofundar! Oh! quanto eu sofri com ela!
- Bem sabeis, meu Jesus, que os combates do demónio são o maior sacrifício que podeis pedir-me, mas, se com eles Vos posso dar consolação, se só eles podem reparar, como é preciso para tão grandes crimes, aqui me tendes, Jesus, aqui me tendes, Amor, sou a Vossa vítima. quero salvar essas almas ceguinhas pelo pecado, quero desviar para longe do Vosso divino Coração esses cruéis golpes que vêm ferir-Vos.
- Minha pomba, minha pomba, flor angélica, alvura da graça, jardim de delícias, trono de amor para o meu divino Coração, bati, abriste-me a porta, pedi e tudo recebi. Recebe também em troca o meu amor, todo o meu amor. Amo-te como se não houvesse na terra nem no céu mais a quem amar. Vive a minha vida, vive a vida do céu aqui na terra, vive-a, para ensinares, vive-a, para que em ti aprendam. O teu céu vem, não demora, depressa te levo comigo.
Jesus acariciou-me, beijou-me docemente, ao mesmo tempo que me abraçou e abrasou no fogo do Seu divino amor. Poucos momentos fiquei alegre, depressa caí na minha cruz, depressa o meu coração principiou a sangrar de dor. Lembro-me tanto das almas de que Jesus me falou! Mas mais da do sacerdote que, por ser sacerdote, mais ofende a Jesus.
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 9 de Fevereiro de 1945)

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