1 de abril de 2012

VEM O JARDINEIRO AO SEU JARDIM

Tu és a fonte pura, és fonte de água cristalina.

Quero que eles vejam...
— Bem sabeis, meu Jesus, que tudo Vos quero dar, que só quero viver para Vós e para as almas. Mas sabeis também que a minha tristeza, a minha dor, é o receio de ter pecado. Não posso viver sem Vós.
— Não pecas, filhinha, não te deixo pecar; não vives sem mim. Olha, queres saber porque ontem não te falei? Olha, dei-me a ti com mais amor, com mais intimidade do que se comungasses e não te falei para mais de ti receber. Por não te falar, foi que te tirei o medo e o receio de falares comigo e pus em ti as ânsias, os desejos de me ouvires e de mais te unires a mim. Procedi assim, primeiro para aclarar mais e melhor a tua vida, para dar mais luz àqueles que não querem ver. Quero que eles vejam, que eles conheçam como me comunico a ti, como é a minha vida em ti. Em segundo lugar, para saciar mais a minha sede em ti e tu a tua em mim. Tu és a fonte pura, és fonte de água cristalina. Vem o Rei beber à fonte da sua rainha, e a rainha sacia a sua sede no seu Rei. Vem o Esposo matar as suas ânsias divinas na sua esposa amada, na esposa sem igual. Vem o jardineiro ao seu jardim, ao jardim que aos pecadores pertence. Venham eles a ele colher as flores angélicas. Venham eles a ele abrilhantarem-se, venham eles a ele perfumarem-se; são aromas celestes, são aromas divinos. Ó mundo, que não conheces a preciosidade que te foi dada. Estuda, aprende, pratica. Diz, minha filha, ao teu paizinho que tudo vai a caminhar para o seu fim; comparando-se com os meus breves, o tempo que falta para ele estar junto de ti a desempenhar e a terminar a tua missão na terra é um abrir e fechar de olhos, é a rapidez do relâmpago. Eu não falto, as minhas palavras cumprem-se. Entrega-lhe o meu divino Coração com a abundância do meu amor, do amor com que o amo, do amor com que quero que ele se dê às almas. Criei-o para elas, são elas a causa da sua dor. Diz, minha filha, ao teu médico que lhe dou o meu amor, os meus agradecimentos para ele e para os que com ele trabalham na minha divina causa. Diz-lhe que continue comigo a operar milagre. Vigilância, toda a vigilância. Como prémio do sacrifício dele um orvalho salutar cairá sobre ele e os que lhe são queridos até a finalidade dos seus dias. É orvalho de amor, orvalho de riquezas do céu. Sacrifício, sacrifício. Ele mereceu ser escolhido por Jesus para cuidar da sua esposa mais amada, da sua vítima mais querida. Mãe, minha bendita Mãe, vem comigo dar as tuas carícias, a tua vida celeste à nossa filha querida. Vem dar-lhe o que ontem lhe havíamos de dar; dá-lhe a vida do céu, a vida que na terra vive sem a sentir.
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 5 de Fevereiro de 1945)

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