16 de abril de 2012

UMA ARAGEM SERENA PASSAVA…

Senti um pouco de alívio e conforto...

Sinto-me cada vez mais próxima da morte, o que me causa grande horror por causa deste medo para com Jesus e a Mãezinha, e ver-me de mãos vazias de virtude e de amor.
Quando Jesus vem ao meu coração, sinto ser um corpo sem coração, sem língua para falar, não tenho nada com que possa louvar o meu Jesus nem agradecer-Lhe tantos miminhos e benefícios recebidos. Ainda sem acabar este dia, senti em mim não posso dizer se alegria se consolação, mas um pouco de alívio e conforto. Uma aragem serena passava em meu coração, e com o meu espírito mais desanuviado pude dizer: Deus seja louvado. Ainda bem que tenho quem compreenda a minha alma, tenho quem me vá encaminhando pelos caminhos de Jesus. Durou pouco este alívio. O medo dos que me eram mais queridos com a sua presença desapareceu para voltar fortemente pouco depois de eles se ausentarem. E que dor tão grande por ver que não lhes tinha dado a consolação de me verem mais alegre, como recompensa de tanto que fazem por mim. Não tive força para mais.
— Perdoai-me, perdoai-me, meu Jesus.
Como remate de tudo isto, veio um espinho disperso dos outros ferir agudamente o meu coração.
— Já sei, meu Jesus, seja tudo por Vosso amor. Sempre que eu tenho alguma coisa que possa servir-me de alívio, hei-de receber a mais algum espinho para profundamente me ferir. Bem-vindo seja o que vem das Vossas divinas mãos.

(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 6 de Março de 1945)

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