15 de abril de 2012

TU ÉS O SOL, SOL BRILHANTE !

Sol doirado que rompe as nuvens, para alumiar a terra

— És Cristo crucificado, estás retratada em mim. Ao criar-te, vi em ti tudo isto; ao criar-te, logo te escolhi para a missão mais sagrada, mais sublime, para o que há de mais caro e agradável aos meus olhos divinos.
Estava a ouvir Jesus e faltava-me aquela luz, aquela alegria e consolação que quase sempre sentia. Disse-Lhe:
— Meu Jesus, de cada vez tenho mais dúvidas e fico persuadida que estou enganada. Que tristeza, que noite e receio de Vós.
— Não, minha pomba branca angelical. Não, minha pura, minha bela e encanto dos céus. Não te enganas, nunca o permiti nem permito. Foi isto mesmo que ontem te pedi. Alegro-me e consolo-me com a alegria que tu devias de mim receber. Não me negues tudo isto, não?
— Antes a morte e o inferno do que entristecer-Vos, meu Jesus. Sou a Vossa vítima, sou a Vossa escrava.
— Tu és o sol, sol brilhante, sol doirado que rompe as nuvens, para alumiar a terra. Eis os espinhos que te ferem, continuamente cairão sobre ti; entre eles viverás, entre eles morrerás. Tu és o sol, tu és a nuvem, nuvem negra, nuvem que assusta. O sol é para o mundo, a nuvem és tu, é tua, é para ti. Tu és o aguaceiro que sai das nuvens e dás à terra chuva de amor, pérolas de virtudes. Estás, minha filha, a percorrer os últimos caminhos; aproxima-se o teu fim neste desterro; aproxima-se a vida eterna, a tua verdadeira vida. Espera-te o céu com toda a alegria. Diz, minha filha, ao teu Paizinho que cai sempre sobre ele a abundância do meu amor. Que lhe prometo todas as minhas graças em todas as suas obras. Diz-lhe que são estes os caminhos dos que me são queridos, os caminhos dos meus eleitos. Ele vem junto de ti terminar a tua missão. Prometi milagre, se preciso fosse. Prometi castigo à companhia por o fazerem sofrer e se oporem à minha divina causa. Prometi e cumpri. Que pensem, que examinem se sim ou não. Diz ao teu médico que desempenhe a sua missão, a missão que lhe dei: cuidar do teu corpo, cuidar a sério. Cuidar de ti é cuidar de mim, trabalhar por ti é trabalhar por mim, é operar comigo milagres. Diz-lhe que não deixe dormir e que dê a conhecer que nem ele nem todos os que cuidam da minha divina causa dormem. Ela é minha, ela triunfa. Mas é necessário que ele diga umas palavrinhas humildes, mas que façam estremecer. Grande é a sua recompensa, grandes, muito grandes são as minhas divinas graças e o meu amor sobre ele e todos os que lhe são caros. Vem, minha Mãe, vem dar a nossa vida, o nosso amor a esta filhinha. Vem a estas trevas, vem suavizar esta dor.

(Beata Alexandrina : Sentimentos da alma, 3 de Março de 1945 – Primeiro Sábado)

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