22 de outubro de 2011

A GOTA DE SANGUE DIVINO

O meu coração começou a dilatar-se...

— A tua missão na terra é bem curta, bem depressa virei buscar-te; é breve, breve, não o digo só para te dar conforto. Anima-te. Quantas mais trevas, mais luz; quanta mais morte, mais vida; o fim do dia traz a escuridão; a vida termina com a morte, mas só aqui na terra. Como a tua vida é só minha, já é a vida do Céu. São trevas de luz, é a morte das vidas. As almas, as almas, minha filha, são tuas as almas. Vamos à vida que te dá vida. Vou dar-te a gota do meu divino sangue.
Jesus introduziu o tubo, uniu os corações; o meu, com a gotinha do preciosíssimo sangue de Jesus principiou a dilatar-se. Jesus com o seu carinho fez parara a dilatação, mas não retirou logo o seu divino Coração.
― É amor, amor divino que te dou, filha querida. Vai distribuí-lo e espalhá-lo. Vai, jardineira do Jardineiro divino; confia em Jesus, que te ama; confia, Deus não muda, não falta ao que promete. Vai para a tua cruz, quero a tua dor.
Tu serás para os sábios que possuem a Minha luz, maior luz; serás para aqueles a quem a quis dar e não a aceitaram, grande confusão, maiores trevas. Passou para muitos, no sentido da Minha divina causa, a hora da graça. Coragem! Vai contigo toda a luz do Divino Espírito Santo, vai Ele falar em teu coração.
― Meu Jesus, muito obrigada. Queria todos os corações do mundo, para oferecer-Vos, cheios de amor e todos os lábios para agradecer-Vos todos os benefícios.
A minha cruz, a minha dor! Fiquei logo nela, depois do colóquio com Jesus. Passaram-se umas horas; como eu sinto a minha alma chorar! Viva Jesus: salvem-se as almas.
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 12 de Setembro de 1947 - Sexta-feira)

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