9 de julho de 2011

EM TI EXISTE SÓ AMOR

Estende a tua dor ao mundo


Lindíssima imagem da Imaculada Conceição
Veio Jesus e falou-me:
— Estende, minha filha, por todo o mundo a tua dor assim, como Eu põe ele estendo o Meu divino amor. É pela tua dor e com a tua dor que este amor lhe é dado. Tem coragem, minha filha! O teu corpo, o coração e a alma é um jardim celeste onde Eu plantei e semeei toda a variedade de flores. Uns anjos cuidam de outros anjos. E porque assim é Jesus to afirma. São os anjos que com todo o cuidado cultivam e tratam destas flores. A tua alma está pura. Eu nunca consenti, esposa querida, que ela fosse manchada pelo pecado; se alguma coisa permiti, foi para que tivesses o conhecimento das graves ofensas que Me são feitas, para melhor Me poderes reparar e desagravar. Quanto mais sofreres, mais reparos; quanto mais reparares, mais pecadores salvas e mais amor por ti as almas recebem de Mim. Estende, estende a tua dor ao mundo. Como ele Me ofende! Quando sentires mais, minha filha, o ferimento dessas espadas e punhais, tem a certeza de que nessas horas é que Eu estou a ser mais ofendido. Renova-Me muitas vezes a tua oferta de vítima, e redobra de amor, multiplica os teus actos de amor. Vou pedir-te nestes dias, alguns combates do demónio; preciso dessa reparação. Aceitas?
— Bem sabeis que sim, meu Jesus, mas com que medo eu aceito; que receio de Vos ofender! Tomai conta da Vossa filhinha, da Vossa mais indigna vítima. Eu quero reparar mas temo, eu quero amar-Vos e não sei como. Que pobreza, que pobreza, que miséria, meu Jesus!
— Coragem, nada temas do que o demónio te lançar em rosto; bem quisera ele que fosses o que te diz. Anima-te. O teu amor a Jesus atingiu a maior altura. Sabes quem é aquele que sentes trabalhar em tua alma? Sou Eu, O teu Jesus, O teu esposo, O teu Rei; sou Eu que tudo esvazio, sou Eu que tudo encho. Todo te possuo e tu toda a Mim possuis. Eu deito, fora de ti, os que te são queridos, mas sem prejuízo, sem ingratidão da tua parte, sem por isso os deixares de amar. Eu podia lá consentir que fosse ingrata uma esposa Minha, Eu que sei quanto custa a ingratidão e que sinto tanto; quando são ingratos para ti! Não, não, não és ingrata. O que faço é para tirar de ti tudo o que é humano, para só possuíres o que é divino, para só o divino te encher. E assim é filha querida. Em ti existe só o amor, todo o amor de Jesus. Vou dar-te agora a vida de que vives; uma gota do Meu divino sangue com a Minha Eucaristia, é o teu alimento; é o conforto que te dá Jesus, é a vida para ti e para dares às almas.
Jesus abriu o Seu peito, fez do Seu divino coração uma pequenina infusinha pela qual deixou cair no meu coração uma gotinha de sangue. Esta gota de sangue abrasou-me tanto! Foi um fogo que me incendiou. Colocou novamente dentro de Si o Seu divino coração cerrou o peito e disse-me:
— Vai, esposa Minha, vai ao mundo dar este amor, vai dar-lhe esta vida, vai salvá-lo que é teu. Custa-Me tanto ver-te sofrer, mas é para que seja salva a humanidade. Continua sempre a obra de resgate, a obra de redenção; és a nova redentora. Tu serás para o mundo, filha querida, estrela brilhante, estrela de ouro que o guies para Mim. Vou despedir-Me, vou deixar-te para abreviar o colóquio, vou deixar-te para ficar sempre contigo. São colóquios dolorosos, é para Mim só o sabor, é para mais receber de ti. Vai depressa, vai espalhar pelo mundo a tua dor com o Meu amor. Vai com paz e alegria; Jesus to pede.
— Obrigada, meu Jesus, sede comigo. Ai, tanta dor não sei repará-la; a Vós me entrego; destruí-a, meu Jesus. Tende sempre diante de Vós os meus pedidos, bom Jesus!
(Beata Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma, 7 de Fevereiro de 1947. – Sexta-feira)

Sem comentários: