25 de julho de 2011

VAI LEVAR A VIDA ÀS ALMAS

Só uma alma e um coração puro podem combater com Satanás

“Vê, Minha querida, o Mendigo divino”
― Coragem, coragem, Minha filha, parece que nada Me dás, porque já tudo tenho em Meu poder. Sentes que nada valem os teus sofrimentos, porque, sofrendo Eu, em ti tomo-os como meus; e, para maior sofrimento teu, nada em ti deixo aparecer. Confia em Mim. Todo o teu martírio, em união comigo, forma os selos com os quais selo as almas e as deixo com o sinal da salvação. Confia, vítima amada, se não acudires aos corpos, as almas são sempre de salvação. O que vale a tua dor e o teu amor com o Meu! Coragem, vítima generosa, vítima de dor e amor. Vê, Minha querida, o Mendigo divino a estender para ti o braço, a pedir-te a esmola. A taça, em que a vais deitar, foi feita do ouro do teu martírio. Os espinhos, que a rodeiam, foram feitos das pedras preciosas das tuas virtudes; é a taça das almas, é a taça da salvação. Dá-Me a esmola, dá-Me a esmola. Só uma alma e um coração puro podem combater com Satanás e reparar-Me das maldades e crimes a que ele leva as almas. Como prova do teu amor, da tua generosidade, vou dar-te, em breves dias duas felizes novas que vão ser de alegria para o teu coração e para mais alguns dos que te rodeiam. Se o mundo bem compreendesse as Minhas maravilhas em ti e o valor do teu sofrimento, ter-te-iam suavizado o teu calvário e o daqueles que escolhi para te ajudarem a subi-lo.
― Meu Jesus, meu Jesus, peço-Vos força e amor. Sobre essa taça me coloco, sacrificai-me Jesus, imolai-me como Vos aprouver. Jesus retirou a taça doirada, cercada e adornada de belos espinhos.
― Vou dar-te ainda, Minha filha, a gota do Meu sangue divino; recebe que é vida, a vida do Céu, a vida de que vives. Recebe para sofreres, recebe que é para viveres e para dares a vida às almas. É o Meu sangue com a tua dor e amor que lhes dás a vida e mais ainda faz com que Eu por muitos seja amado, o que não seria sem ti, Minha esposa querida.
Jesus uniu logo os nossos corações, e, logo que caiu a gota do Seu precioso sangue, desuniu-os e deixou por algum vir do Seu lado aberto para o meu peito fortes chamas de fogo. Com as Suas divinas mãos cerrou a abertura do Seu peito e disse:
― Trabalho em ti como quero, faço do Meu divino coração e do teu o que Me apraz. Vai levar a vida às almas, esta vida que é a verdadeira vida. Vai levar a todos o Meu divino amor, mas mais, muito mais aos que mais te amam, aos que mais de perto te rodeiam. Amar a Minha vítima é amar a Mim; cuidar dela é cuidar de Mim. Coragem! Vai em paz, vai em paz.
― Obrigada, meu Jesus; um eterno obrigado, meu amor! São tantos e tão grandes os meus sofrimentos que mesmo no meio das minhas negras trevas obriga-me a dizer: para ditar tudo o que fica dito, vi aqui só a mão e a força de Jesus com a luz do divino Espírito Santo; sem isto nada teria dito. Ó meu Jesus, ó meu Deus, quanto sofre a mais indigna das Vossas filhas; e só vê nela miséria e nada mais! Dai-me graça, dai-me perdão para as minhas culpas e para as do mundo inteiro.

(Beata Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma, 25 de Abril de 1947 - Sexta-feira)

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