4 de julho de 2011

PRIMEIRO QUERO CONSOLAR-VOS

Minha filha, dá-Me o teu amor, a tua reparação

Esta imagem foi desenhada
por um jovem francês a quem expliquei rapidamente
 quem fora a Beata Alexandrina.
Jesus veio, não com alegria, mas com a Sua vida fez-me viver e disse-me:
– Minha filha, minha filha, não podem dormir nem descansar as almas amigas do Senhor. O mundo, o mundo está à boca do abismo, para não dizer à boca do inferno. Alerta! Alerta! Levantem-se, acordem as almas amigas de Jesus. Ó minha filha, ó minha filha, dá-Me o teu amor, a tua reparação. Dá-Me o teu amor e faz que as almas me amem, dá-Me a tua reparação e faz também que elas Me reparem. A tua alma, no auge da dor e da alegria, necessita de amparo, necessita de um coração amigo, terno, compassivo, à semelhança do Meu. Tem coragem e confiança, minha filha. Jesus não te falta e inspirará esse coração amigo a abeirar-se mais e mais de ti. Coragem e confiança, minha filha, na certeza de que Jesus não falta a todo aquele que n’Ele confia. E como há-de faltar à mais querida das minhas esposas e à maior das minhas vítimas? O mundo, o mundo cruel é cruel para Jesus e é cruel para aquelas almas que escolhi para serem a luz e o farol da humanidade. É cruel para aquelas almas que escolhi para serem imoladas à semelhança de Cristo. Dá-Me, dá-Me toda a reparação, sem outra ansiedade, a não ser a de fazer a minha divina vontade. Confia, confia, Jesus to afirma. Faz o que até aqui tens feito. Olha, florinha eucarística, louquinha do Amor divino, acode, acode às almas. Acode, acode ao mundo. O abismo em que estão é de perdição. Leva-o às portas do inferno. Sofre, sofre tudo com alegria, se queres salvar as almas, se queres alegrar Jesus e Maria.
– Eu quero, quero, Jesus. Primeiro quero consolar-Vos e depois as almas, quero salvá-las. Vejo nelas o Vosso sangue. Vejo nelas a Vossa imagem. Sou a Vossa vítima, ó Jesus, sou a Vossa vítima. Não sei se sofro bem, Jesus, mas com certeza não sofro com essa alegria que Vós quereis. Não tenho coragem para mais. Eu alegro-me por sofrer e estou triste na dor. Tenho medo de mim, tenho muito medo de Vos ofender.
– Alegra-te, minha filha, porque queres a minha divina vontade; sofres, sofres infinitamente porque sofres a minha dor e sofres com o temor de ti mesma. Esse temor agrada-me e comove o Céu. Se o mundo conhecesse o amor do Meu Divino Coração! Se todos compreendessem quanto me ferem com a gravidade dos seus pecados! Repara-Me, repara-Me. Deixa que o teu Jesus desabafe com esse teu coração amigo. Toda a visão de maldades é tal e qual com sou ofendido. Toda a visão e sentimentos da minha dor são o fruto de tantos e tão horrendos sacrilégios. Leito de paixões, leito de inferno.
– Perdão, Jesus, perdão, meu Amor. O inferno, o inferno, não, meu Jesus, para nenhum dos Vossos filhos. Crucificai-me, destruí todo o meu ser, mas salvai, salvai as almas.
– Vem, vem, minha filha, receber a tua vida, receber o sangue do teu Jesus. Passou o sangue virginal, passou a vida do teu Jesus. Passou também a grande infusão do meu amor. Não te deixo sentir o prazer espiritual para reparares por aqueles que os têm carnais e tão desordenados. Pede oração, pede penitência, pede que seja ouvida e atendida a voz do Senhor. Fica na cruz, unida aos sofrimentos de Jesus e aos da tua querida Mãezinha. É para sofreres connosco, compartilhares de toda a nossa dor, que te faço ver e compreender o muito que somos ofendidos e a dor infinita que sofremos. Vai em paz. Coragem, coragem.
– Obrigada, obrigada, Jesus. Compadecei-Vos de todos os que me são queridos, de todos os que são meus, de todos os que se me recomendam. Obrigada, Jesus, por tudo o que a todos dais.
(Beata Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma, 7 de Março de 1952 – Sexta-feira)

Sem comentários: